SN: PAICV REJEITA ACUSAÇÕES E RESPONSABILIZA PRESIDENTE DA CÂMARA DO TARRAFAL PELA PARALISAÇÃO DO MUNICÍPIO

A vereadora do PAICV na Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau, Magui Arlene, rejeitou hoje as acusações do edil tarrafalense sobre a ausência da oposição, atribuindo o impasse institucional à ausência de diálogo, organização e liderança do executivo.

Em conferência de imprensa, na cidade da Praia, convocada para reagir às declarações do presidente da câmara, Neivo Araújo, a eleita da oposição sustentou que o executivo perdeu a maioria política e falhou na construção de consensos essenciais à governabilidade do município.

Magui Arlene recordou que, após a rutura da coligação pós-eleitoral liderada pelo Movimento para a Democracia (MpD), o presidente passou a governar sem maioria absoluta, não podendo imputar à oposição a responsabilidade pelas dificuldades de gestão.

“A acusação de que a oposição paralisa o município é falsa e infundada. A responsabilidade é sua pela postura ditatorial, pela convocação tardia das reuniões e pela falta de organização interna e diálogo”, declarou a vereadora do PAICV.

Magui Arlene explicou que, na primeira reunião camarária do mandato, os vereadores do PAICV encontravam-se fora da ilha e solicitaram o adiamento da sessão ou, em alternativa, a participação por videoconferência, pedidos que, segundo disse, foram recusados pelo presidente da câmara.

Acrescentou que, posteriormente, as reuniões passaram a ser convocadas de forma irregular, havendo períodos superiores a 45 dias sem realização de sessões camarárias.

A vereadora contestou igualmente as declarações do presidente relativamente à última reunião realizada, sustentando que a ordem de trabalhos continha apenas três pontos e que vários dos assuntos posteriormente referidos na comunicação social não constavam da convocatória.

No plano administrativo, Magui Arlene denunciou que a câmara está sem secretária municipal desde 16 de Janeiro, após o processo de fim de comissão de funções da titular do cargo.

“Nenhuma câmara municipal consegue funcionar sem uma secretária municipal. Isso é de tamanha ilegalidade que poderia ter tido no país”, declarou.

Para Magui Arlene o município atravessa um período de desorganização institucional, afirmando que a autarquia funciona actualmente apenas com o presidente e uma vereadora em exercício de funções, circunstância que, segundo defendeu, compromete a resposta às necessidades da população.

A representante do PAICV apelou à intervenção das entidades competentes e do Governo para salvaguardar o funcionamento da câmara, assegurando, contudo, a disponibilidade do seu partido para apoiar todas as iniciativas que promovam o desenvolvimento do concelho e o bem-estar dos munícipes.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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