O ministro da Saúde considerou hoje de positiva a campanha nacional de mobilização para limpeza para dar combate ao vector que provoca doenças, embora tenha reconhecido que a participação da população foi “aquém do esperado”.
Em declarações à imprensa, Lúcio Fernandes destacou “o forte envolvimento” de diferentes setores do Estado, autarquias e sociedade civil em praticamente todos os concelhos do país.
O governante afirmou que as acções focaram-se na limpeza de terrenos, eliminação de potenciais criadores de mosquitos e sensibilização comunitária.
Reconheceu que apesar dos esforços de comunicação prévia, que incluíram alertas na comunicação social, redes sociais e o envio de SMS para a população, através das operadoras móveis, “a mobilização popular foi fraca”.
“O diagnóstico vai ser rigoroso e com a identificação de boas práticas e das principais dificuldades encontradas no terreno e o alargamento da mobilização e integração ativa de igrejas, ONG, associações juvenis e comunitárias, além das escolas, para aumentar o alcance social”, disse, reforçando que o combate a doenças “exige continuidade, esforço permanente que não se esgota num único dia”.
Afirmou ainda que o trabalho de vigilância, limpeza e sensibilização terá continuidade nas próximas semanas através das delegacias de saúde e das câmaras municipais.
O Ministério da Saúde, em articulação com os municípios, vai desenvolver uma série de campanhas de limpeza e sensibilização para prevenir riscos de saúde pública e combater a proliferação de mosquitos transmissores de doenças como a dengue.
Depois da mobilização nacional que ocorreu no sábado, 25, novas acções serão realizadas na Câmara Municipal de Santa Cruz, no dia 03 de Agosto, no bairro da Várzea Companhia e outras localidades da capital do país.
“A prioridade imediata do Ministério foca-se estritamente na eliminação de focos de vetor de doenças. Uma nova avaliação técnica será feita logo após a queda das primeiras chuvas”, declarou Lúcio Fernandes.
A mesma fonte sublinhou que caso o cenário epidemiológico e ambiental o exija, pode ser convocada uma nova mobilização nacional ainda no decorrer da presente época pluvial.
O Ministério da Saúde alerta que o mosquito transmissor se desenvolve maioritariamente perto das habitações, tornando fulcral que cada cidadão assuma o cuidado do seu espaço.
A mesma fonte alegou, por outro lado, que a saúde pública depende diretamente do esforço coletivo e da limpeza contínua dos quintais e arredores.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver