O Paquistão, mediador entre Washington e Teerão, declarou hoje que as partes em conflito estão a negociar uma desescalada das hostilidades, após nova ronda de ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irão durante a noite.
O processo de negociações foi interrompido desde o início de julho com ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irão, este último visando países aliados de Washington no Médio Oriente, nomeadamente as monarquias do Golfo e a Jordânia. A reabertura do estratégico estreito de Ormuz, encerrado por Teerão, está no cerne das tensões.
Hoje, o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que tinha “atacado dezenas de alvos pertencentes à Guarda Revolucionária iraniana, incluindo centros de comando militar, instalações de mísseis e drones, locais de vigilância e defesa costeira e capacidades marítimas”.
Os meios de comunicação social estatais iranianos relataram ataques nas províncias do sul de Khuzistão e Hormozgan. Três membros da mesma família foram mortos num ataque a uma casa na ilha de Qeshm, no Golfo, segundo a agência de notícias Fars.
O conflito no Médio Oriente parece ter-se alastrado a novos países: depois do Iraque, onde grupos pró-Irão foram alvo de ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, o Egito anunciou hoje que um ataque com um drone provocou um incêndio em dois navios — um dos quais norte-americano, segundo uma empresa de segurança — no porto de Damietta, no norte do Egito.
O Kuwait informou hoje que uma pessoa morreu num ataque aéreo iraniano contra um edifício de uma empresa chinesa.
Na noite de terça-feira, os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram ter realizado ataques aéreos conjuntos contra grupos armados pró-Irão no Iraque, acusados de atacar instalações petrolíferas sauditas
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