CHINA: SANÇÕES DOS EUA AO IRÃO SÃO “ILEGAIS” E NÃO VÃO RESOLVER PROBLEMA

A China opôs-se hoje à “guerra económica” declarada pela administração norte-americana ao Irão, apontando que as “sanções unilaterais ilegais” e as “pressões” de Washington não são a solução para o problema.

Lin Jian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês sublinhou que “a China opõe-se às sanções unilaterais ilegais que não têm qualquer fundamento no direito internacional e não contam com a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

A posição de Pequim surge depois de, na quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a “operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país”.

Na sua rede Social, Trump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar “qualquer tipo de tábua de salvação” ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas.

A advertência foi reforçada na quinta-feira pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que avisou que os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.

Bessent apelou também à China para que “se alinhe” caso deseje “ver o estreito [de Ormuz] reaberto e os preços da energia a baixarem”.

Mais de um quarto do comércio do Irão em 2024 foi realizado com a China, um grande consumidor de hidrocarbonetos iranianos e um parceiro estratégico e económico fundamental para o Irão.

Mais de 80% das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China antes da guerra, de acordo com a empresa de análise Kpler.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano considerou que as sanções e a “guerra económica” anunciadas por Donald Trump contra o Irão constituem um caso de “terrorismo económico” e de “crimes contra a humanidade”.

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