SA: TAXISTAS PEDEM NOVO PRAZO PARA UNIFORMIZAÇÃO DE VIATURAS POR FALTA DE OFICINAS E MÃO-DE-OBRA

 Os taxistas da Ribeira Grande pediram hoje o prolongamento, até Dezembro, do prazo para uniformização visual das viaturas, alegando falta de oficinas disponíveis e escassez de mão-de-obra para executar os trabalhos antes de 01 de Outubro.

O presidente da Associação dos Taxistas da Ribeira Grande (ATRG), Vitorino Monteiro, disse hoje à Inforpress que os profissionais estão a viver um momento de “grande preocupação”, uma vez que, apesar da intenção de cumprir a determinação, não encontram condições na ilha para proceder à mudança de cor das viaturas dentro do prazo estabelecido.

Segundo explicou, inicialmente os taxistas tinham até 01 de Junho para efectuar a uniformização, mas, após contactos com o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, o prazo foi prolongado até 01 de Outubro.

Vitorino Monteiro adiantou que chegou a solicitar à autarquia algum apoio financeiro, sobretudo para os profissionais cujas viaturas não possuem a cor aprovada, mas a edilidade alegou limitações financeiras.

“Compreendemos a situação da câmara e o prazo foi prolongado para que pudéssemos criar alguma economia e suportar as despesas, mas agora o problema é outro, não encontramos oficinas com disponibilidade para fazer o trabalho”, explicou.

Segundo este dirigente associativo, sete taxistas no concelho precisam ainda de pintar as respectivas viaturas e têm encontrado dificuldades para conseguir vaga nas oficinas.

Vitorino Monteiro afirmou ter contactado oficinas na Ribeira Grande e noutros concelhos de Santo Antão, mas a resposta tem sido praticamente a mesma, falta de mão-de-obra e existência de várias viaturas em fila de espera.

“Sabemos que temos de cumprir a lei e queremos fazê-lo, mas, perante estas condições, dificilmente conseguiremos uniformizar os táxis até 01 de Outubro”, avisou.

O responsável avançou ainda que a situação está a provocar desânimo entre os profissionais e que alguns taxistas já admitem vender as viaturas ou abandonar a actividade perante as dificuldades e os encargos associados ao processo.

Neste sentido, a associação pretende reunir-se com a Câmara Municipal da Ribeira Grande, a Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários (DGTR) e a Polícia Nacional para solicitar um novo alargamento do prazo.

Vitorino Monteiro defendeu que a data limite seja transferida para o final do ano.

Caso não seja encontrada solução na ilha, a mesma fonte assegurou, que os taxistas estão disponíveis para deslocar as viaturas a São Vicente para proceder à pintura, apesar dos custos adicionais que essa alternativa representa.

“Mesmo que fique mais caro, se a solução for levar os carros para São Vicente, teremos de fazê-lo. O que pedimos é tempo para encontrarmos uma solução”, frisou.

A Inforpress percorreu algumas oficinas do concelho da Ribeira Grande e encontrou duas em funcionamento, cujos responsáveis confirmaram dificuldades relacionadas com a falta de mão-de-obra.

Hélder, responsável por uma das oficinas, explicou que já tem taxistas em lista de espera, mas admitiu não conseguir concluir os trabalhos dentro do prazo, devido ao número de viaturas que aguardam reparação e à insuficiência de trabalhadores.

Também Valdir, responsável por uma oficina em Coculi, confirmou que a escassez de profissionais no ramo está a condicionar a capacidade de resposta.

Segundo o responsável, existe procura e vários clientes aguardam pelos serviços, mas as oficinas não conseguem dar vazão aos trabalhos, precisamente por falta de mão-de-obra disponível.

Contactado pela Inforpress, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Armindo da Luz, reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos taxistas, sobretudo devido à escassez de oficinas e de mão-de-obra disponível para efectuar, dentro do prazo, as adaptações exigidas às viaturas.

O autarca assegurou que, caso se revele necessário, a câmara está disponível para prolongar o prazo de uniformização até ao final do ano, sublinhando que a intenção da edilidade “não é prejudicar os taxistas, nem criar constrangimentos” ao exercício da actividade.

Armindo da Luz explicou, contudo, que a ATRG deverá apresentar um pedido formal à câmara municipal, devidamente fundamentado nas dificuldades das oficinas em responder à procura, para que a eventual prorrogação do prazo possa ser analisada.

Segundo o presidente, a prioridade da autarquia continua a ser garantir a uniformização das viaturas e a melhoria do serviço de táxi no concelho, em conformidade com a legislação aprovada.

Fonte: inforpress // Redação Tiver

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