O ministro da Saúde disse hoje que “não há motivos para alarmismo” sobre a covid-19 face aos registos de casos no país, sublinhando que o cenário atual é “significativamente mais estável” do que no passado.
Em declarações à imprensa, o governante recusou focar na doença, preferindo dar primazia aos novos avanços na qualificação dos recursos humanos do sector, mas aproveitou para apelar à proteção contínua dos grupos de risco.
Questionado sobre que medidas quanto ao eventual aumento de infecções, o ministro desfez preocupações ao comparar os dados estatísticos recentes, que indicam 177 casos acumulados de covid-19 desde o início do ano, com os do período homólogo anterior.
“O total de casos registados no mês de Setembro é menor do que o total contabilizado em Junho do ano passado. Os casos detectados não apresentam complicações graves e não há registo de mortes”, realçou.
A mesma fonte salientou que a covid-19 deve ser encarada de forma semelhante à “influenza” [gripe comum], como mais um vírus respiratório com picos sazonais ao longo do ano.
O governante garantiu ainda que “não há qualquer previsão de medidas restritivas”, pois, admitiu, o sucesso no controlo da letalidade da doença deve-se à eficácia da campanha de vacinação, que protegeu a maioria da população contra formas graves do vírus.
Lúcio Fernandes deixou recomendações claras para os grupos mais vulneráveis, como idosos, doentes crónicos e imunodeprimidos, aconselhando o uso de máscaras em locais com aglomeração de pessoas e a lavagem frequente das mãos.
Inforpress // Redação Tiver