A ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, classificou como “luto comunitário” a situação vivida pelas comunidades da zona norte alta da ilha do Fogo, na sequência do acidente de viação.
As comunidades afetadas estendem-se desde Velho Manuel até Monte Preto, passando por Domingos Ledo e Ribeira Filipe, zonas directamente atingidas pelas consequências da tragédia que resultou em 25 mortes e 14 feridos, quatro dos quais em estado que inspira cuidados.
A ministra da Família disse que a equipa do Ministério da Família, que chegou na tarde de domingo, 06, à ilha do Fogo inicia a partir das 08:30 o diagnóstico psicossocial das famílias afectadas, como primeira etapa para definir uma intervenção de emergência.
Segundo Adélsia Almeida, esta intervenção de emergência deverá decorrer durante os próximos oito dias, seguindo-se posteriormente uma intervenção de médio e longo prazo destinada às famílias e comunidades afectadas.
A intervenção deverá abranger também as pessoas que se encontram hospitalizadas e os seus cuidadores, bem como os profissionais dos serviços do Hospital Regional São Francisco de Assis.
A equipa do Ministério da Família que chegou domingo à ilha do Fogo integra psicólogos, assistentes sociais, técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef, além de membros da Associação dos Assistentes Sociais.
Uma das preocupações do Governo prende-se com o impacto psicológico do acidente no próximo ano lectivo, sobretudo entre as crianças e jovens das comunidades afectadas.
A ministra alertou para a possibilidade de crianças que utilizam transporte escolar terem desenvolvido medo ou trauma associado às deslocações, enquanto as próprias famílias poderão manifestar receio de permitir que os filhos continuem a utilizar este meio de transporte.
O impacto deverá igualmente ser sentido nas escolas, tendo em conta que alguns alunos perderam colegas, amigos e companheiros de carteira ou de brincadeiras.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver