​NASCIMENTOS CAEM PARA MÍNIMO DA SÉRIE E ÓBITOS AUMENTAM EM CABO VERDE EM 2024 – INE

Cabo Verde registou 5.999 nascimentos em 2024, menos 814 do que no ano anterior, enquanto o número de óbitos subiu para 3.082. A Taxa Geral de Fecundidade atingiu o valor mais baixo do período 2016-2024, segundo as Estatísticas Vitais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os resultados das Estatísticas Vitais (nascimentos, óbitos e casamentos), referentes ao ano de 2024 revelaram que os nascimentos em Cabo Verde mantiveram a trajectória descendente, com o país a registar 5.999 nados-vivos, menos 814 do que em 2023. A redução fez também baixar a Taxa Bruta de Natalidade, de 13,4‰ para 11,7‰, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A tendência de declínio é igualmente evidente na Taxa Geral de Fecundidade (TGF), que mede o número de nados-vivos registados por cada mil mulheres em idade fértil, entre os 15 e os 49 anos. O indicador passou de 77,1‰ em 2016 para 52,5‰ em 2023 e fixou-se em 46,0‰ em 2024, o valor mais baixo de toda a série analisada pelo INE.

A distribuição dos nascimentos por sexo manteve-se relativamente equilibrada, embora com ligeira predominância masculina. Dos 5.999 nados-vivos registados, 3.056 eram do sexo masculino, correspondendo a 50,9%, e 2.943 do sexo feminino, equivalentes a 49,1%. A relação de masculinidade à nascença foi de 103,8 meninos por cada 100 meninas.

Os dados mostram também uma subida da idade média das mães ao nascimento de um filho. O indicador passou de 26,2 anos em 2016 para 27,8 anos em 2024. No mesmo ano, 7,4% dos nados-vivos tinham pelo menos um dos progenitores de nacionalidade estrangeira, enquanto 6,4% dos registos de nascimento foram efectuados sem identificação paterna.

Setembro voltou a ser, pelo quarto ano consecutivo, o mês com maior número de nados-vivos registados, com 573 ocorrências, correspondentes a 9,6% do total e a uma média diária de 19 nascimentos. Junho apresentou o valor mais baixo, com 364 nascimentos, ou 6,1% do total.

Em sentido contrário à evolução dos nascimentos, o número de óbitos aumentou em 2024. Foram registadas 3.082 mortes, mais 157 do que em 2023, fazendo subir a Taxa Bruta de Mortalidade de 5,7‰ para 6,0‰.

A mortalidade continua a concentrar-se sobretudo entre a população mais idosa. Cerca de 58,3% dos óbitos registados em 2024 ocorreram entre pessoas com 65 ou mais anos.

Por sexo, os homens representaram 54,9% dos óbitos, com 1.691 ocorrências, enquanto as mulheres corresponderam a 45,1%, com 1.391 óbitos. As taxas de mortalidade foram de 6,6 óbitos por cada mil homens e 5,5 por cada mil mulheres.

Entre as crianças menores de cinco anos foram registados 139 óbitos, dos quais 118 ocorreram antes de completarem um ano. A taxa de mortalidade infantojuvenil situou-se em 16,2‰ e a mortalidade infantil em 13,8‰. Já a mortalidade neonatal atingiu 9,0‰, correspondente a 77 óbitos, sendo que a maioria ocorreu nos primeiros seis dias de vida.

Os casamentos seguiram igualmente uma tendência de redução. Em 2024, foram registados 2.236 casamentos em Cabo Verde, menos 199 do que em 2023, enquanto a Taxa Bruta de Nupcialidade passou de 4,8‰ para 4,4‰.

Os dados revelam, ao mesmo tempo, um adiamento do casamento. A idade média ao casar passou, entre 2016 e 2024, de 38,6 para 41,3 anos entre os homens e de 34,5 para 37,2 anos entre as mulheres, um aumento de 2,7 anos em ambos os sexos.

Em 2024, 84,7% dos casamentos corresponderam a primeiros casamentos, ou seja, uniões em que ambos os nubentes eram solteiros. A forma civil manteve-se como a principal modalidade de celebração, abrangendo 93,9% dos casamentos registados.

No que diz respeito ao regime de bens, 40,4% dos casamentos foram celebrados em regime de comunhão de bens adquiridos, enquanto 39,5% optaram pela comunhão geral de bens. O regime de separação de bens representou 7,4% do total.

Fonte: Expresso das Ilhas // Redação Tiver

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