AGÊNCIA DA AVIAÇÃO CIVIL QUER FORMAR E RETER TÉCNICOS EXPERIENTES ATRAVÉS DA FUTURA ACADEMIA – PRESIDENTE

A futura Academia de Aviação Civil deverá contribuir para responder à falta de técnicos qualificados no sector e reforçar a retenção de profissionais experientes, declarou hoje o presidente do conselho de administração Agência da Aviação Civil (AAC). 

A informação foi avançada hoje por Mário Margarito Gomes, à margem da missão técnica da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), que decorre de hoje a sexta-feira, 25, para avaliar as condições necessárias à implementação da futura Academia de Aviação Civil de Cabo Verde.

Segundo o responsável, a avaliação abrangerá as infraestruturas, a qualidade técnica dos inspectores, os manuais e os cursos que deverão ser desenvolvidos no período 2026-2028.

Adiantou ainda que 2026 será dedicado à formação de formadores e gestores do projecto, estando previsto para 2027 o início das formações específicas nas diferentes áreas da aviação civil.

O responsável explicou que a academia pretende, entre outros objectivos, aproveitar a experiência dos técnicos seniores da aviação civil, preparando-os também para desempenharem funções de formadores.

“Os nossos técnicos são aliciados e estão também a sair para trabalhar no estrangeiro”, afirmou, acrescentando que a intenção é “reter os técnicos mais seniores, os mais experientes”, para torná-los não só técnicos operacionais, mas também instrutores.

Segundo Mário Margarito Gomes, a necessidade de profissionais qualificados na aviação civil constitui um desafio de dimensão internacional, tendo em conta a procura crescente por técnicos especializados.

A futura academia deverá começar por responder às necessidades internas da AAC, com formações dirigidas sobretudo a inspectores, auditores e profissionais ligados à certificação de aeroportos, aeronaves e companhias aéreas, bem como à gestão da segurança.

Mário Margarito Gomes explicou que algumas destas formações obrigatórias para inspectores podem prolongar-se por vários anos, representando igualmente um peso significativo no orçamento de formação da instituição.

A academia deverá numa fase posterior alargar a oferta formativa à indústria da aviação civil, incluindo áreas como a manutenção e a pilotagem.

A iniciativa resulta de um acordo estabelecido entre Cabo Verde e a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, sigla na língua inglesa), estando em curso a avaliação das condições necessárias para a implementação da academia.

Inforpress // Redação Tiver

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