A ilha do Fogo enfrenta há vários dias cortes prolongados no fornecimento de energia eléctrica, com interrupções que, em alguns casos, chegam a variar entre 17 e 24 horas consecutivas.
A situação de cortes prolongados de energia está a provocar constrangimentos à população e a afectar também o abastecimento de água para o consumo humano e para a agricultura.
Os três municípios da ilha são abastecidos a partir da Central Eléctrica de São Filipe, onde a Empresa de Produção de Electricidade de Cabo Verde (EPEC) realiza trabalhos de manutenção no segundo grupo gerador.
Num comunicado emitido há cerca de cinco dias, a EPEC informou que a manutenção se encontrava na fase final e que, após a conclusão dos trabalhos, seriam necessários testes de funcionamento, ajustes e afinações dos parâmetros e sistemas do grupo gerador.
A empresa alertou, na ocasião, que durante o período de testes poderiam ocorrer “perturbações ou constrangimentos pontuais com cortes parciais no sistema eléctrico da ilha”, decorrentes dos procedimentos necessários para a colocação e estabilização do grupo em serviço.
A EPEC solicitou a compreensão e colaboração da população, assegurando que a equipa técnica estava a desenvolver esforços para minimizar os impactos e resolver a situação “o mais breve possível”.
Entretanto, a frequência e a duração dos cortes têm provocado manifestações de indignação entre moradores dos três municípios, sobretudo através das redes sociais e de outros meios, com pedidos de esclarecimentos à empresa sobre a situação do sistema eléctrico.
Os cortes de energia estão também a repercutir-se no abastecimento de água, uma vez que o funcionamento de várias estações elevatórias e dos sistemas de bombagem depende do fornecimento de electricidade.
Inforpress // Redação Tiver