UNTC-CS REÚNE-SE COM NOVO GOVERNO PARA DISCUTIR CONDIÇÕES LABORAIS E ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2027

A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, revelou hoje que a central sindical já foi convocada para a primeira reunião de concertação social da XI Legislatura, agendada para 28 de Setembro.

O anunciou foi feita à margem da mesa-redonda sobre “Protecção social, trabalho digno e transição justa”, promovida pela UNTC-CS, no âmbito das actividades alusivas ao seu 48.º aniversário e que reúne dirigentes e activistas sindicais das diferentes ilhas.

Segundo a dirigente sindical, a reunião terá como principal ponto a apresentação, pelo Governo, do Orçamento do Estado para 2027, constituindo igualmente uma oportunidade para a central sindical conhecer as prioridades do executivo liderado por Francisco Carvalho.

“Nós estamos ávidos, todos nós, para ver o que é que efectivamente tem na carteira para apresentar”, afirmou, acrescentando que, para além da discussão das políticas públicas em geral, a UNTC-CS pretende centrar a sua intervenção nas questões relacionadas com o trabalho.

Sobre as condições laborais no país, a dirigente sindical considerou que “actualmente, não são boas”, mas ressaltou que não atribui a responsabilidade ao actual Governo, que se encontra nos primeiros meses de mandato.

Joaquina Almeida argumentou que as condições laborais encontradas pelo actual executivo resultam de políticas públicas implementadas anteriormente, que, na sua perspectiva, deixaram os trabalhadores para trás e contrariam, segundo afirmou, algumas das orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Estamos agora para tentar ver o que é que esse novo Governo traz”, afirmou a secretária-geral da UNTC-CS, manifestando expectativa quanto à implementação das políticas públicas anunciadas pelo executivo.

A dirigente sindical reconheceu, contudo, que a concretização das medidas sociais e das políticas públicas não poderá ocorrer de forma imediata, tendo em conta as limitações de recursos do país.

“Não pode ser tudo, porque Cabo Verde não tem recursos para que qualquer política social, programação, seja efectivada de um momento para o outro”, observou, defendendo uma implementação gradual das medidas ao longo dos cinco anos de governação.

A reunião de concertação social de 28 de Setembro será, assim, a primeira da actual legislatura, devendo permitir aos parceiros sociais acompanhar as prioridades do Governo e discutir matérias relacionadas com as políticas laborais e sociais.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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