O presidente da Comissão Política Regional do PAICV-Fogo, Luís Nunes, manifestou hoje “preocupação e indignação” com os sucessivos cortes de energia que têm afectado a ilha, alguns com duração superior a 24 horas.
Além de manifestar a sua preocupação e o grito de revolta e indignação dos foguenses, Luís Nunes exigiu medidas urgentes e estruturais para a resolução definitiva do problema.
Em conferência de imprensa, o presidente da Comissão Política Regional (CPR) afirmou que as interrupções estão a provocar “sérios prejuízos” às famílias, empresas, serviços públicos e demais operadores económicos, com estabelecimentos obrigados a encerrar temporariamente, equipamentos danificados por oscilações de corrente e produtos perecíveis deterioráveis.
O dirigente partidário criticou igualmente a falta de informação atempada à população, defendendo que a Epec e a Edec devem comunicar claramente as medidas adotadas, os problemas existentes e as previsões para o restabelecimento do fornecimento de energia.
Para Luís Nunes, a situação não pode continuar a ser tratada como simples “constrangimentos técnicos” e defendeu, por isso, que os actuais problemas estão relacionados com a insuficiência de investimentos, manutenção e reforço da capacidade da Central Única que abastece a ilha.
Embora tenha atribuído parte dos problemas acumulados a decisões do anterior Governo, exigiu que o actual executivo intervenha imediatamente, mas com uma abordagem que ultrapasse as soluções pontuais, para resolver a herança encontrada.
O presidente da CPR do PAICV, exigiu à Epec e à Edec a apresentação pública de um plano concreto de intervenção, contendo medidas, investimentos previstos, prazos e responsabilidades claramente definidos.
Defendeu ainda investimentos sérios e consistentes na Central Única do Fogo, incluindo a modernização dos equipamentos, reforço da capacidade de produção, manutenção adequada das instalações e criação de condições técnicas para responder às necessidades presentes e futuras da ilha.
Outra exigência apontada prende-se com a aposta nas energias renováveis, sobretudo solar, tendo em conta o potencial da ilha e a sua condição de Reserva Mundial da Biosfera.
Segundo Luís Nunes, a diversificação da matriz energética poderá reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, os impactos ambientais e, a médio e longo prazo, os custos de produção.
“A população do Fogo merece um serviço de qualidade, regular e fiável”, afirmou Luís Nunes que sublinhou que as entidades competentes devem adoptar medidas “concretas, urgentes e eficazes” para resolver o problema de forma rápida e definitiva.
Luís Nunes garantiu que o PAICV continuará a acompanhar a situação, a questionar as entidades responsáveis e a exigir respostas às reivindicações da população foguense.
Ainda hoje, Luís Nunes, que é também deputado nacional e presidente da Assembleia Municipal de São Filipe, deve analisar esta situação com o ministro da Economia que está de visita à ilha e no final de semana, durante a sua deslocação à cidade da Praia com o ministro da Energia.
Inforpress // Redação Tiver