O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) pretende reforçar a comunicação de risco e a resposta aos rumores nas comunidades através da implementação de um sistema nacional de inteligência comportamental e gestão de infodemias.
A intenção foi manifestada hoje, à margem da acção de capacitação em Gestão de Infodemia, que decorre de 28 a 30 de Setembro, na cidade da Praia, no âmbito da operacionalização do Sistema Nacional de Inteligência Comportamental e Gestão de Infodemia (BIIM) em Cabo Verde.
Segundo Elizabeth Lima, o principal impacto esperado é permitir que a gestão das informações chegue às comunidades, reforçando a comunicação de risco e a capacidade de resposta perante rumores relacionados com eventuais epidemias.
“O impacto maior é conseguirmos gerir esses rumores, essas informações que passam por vezes e que nós tentamos depois controlar”, afirmou.
A responsável explicou que os pontos focais de Comunicação de Risco e Envolvimento Comunitário das Delegacias de Saúde estão a ser capacitados para introduzir e reportar informações através da ferramenta, bem como proceder à sua análise, de forma a apoiar a tomada de decisões a nível superior.
A ferramenta deverá também permitir reunir informações provenientes das redes sociais, da comunicação social e da população, contribuindo para uma organização das informações e uma resposta aos rumores que circulam nas comunidades.
Cabo Verde será o quarto país da região a implementar este projecto de gestão de infodemias, cabendo ao INSP assumir a liderança da implementação a nível nacional, desde a organização e planificação até à articulação com as estruturas de saúde.
A acção de capacitação insere-se na missão técnica do Centro Regional de Vigilância e Controlo de Doenças da CEDEAO (CEDEAO RCSDC) em Cabo Verde e conta com o apoio técnico desta estrutura regional e da Agência Nacional de Saúde Pública da Serra Leoa (NPHA).
De acordo com Elizabeth Lima, o apoio da estrutura regional contempla a capacitação e uma interacção permanente para apoiar Cabo Verde na identificação de eventuais desafios durante a implementação do sistema.
A formação reúne pontos focais das Delegacias de Saúde na área de Comunicação de Risco e Envolvimento Comunitário e técnicos do INSP, com conteúdos relacionados com a comunicação de risco, envolvimento comunitário, confiança na saúde pública, inteligência comportamental e utilização de ferramentas de gestão de infodemias.
Ao longo dos três dias estão igualmente previstos exercícios práticos e de simulação, destinados a reforçar a capacidade dos participantes para utilizar as ferramentas e responder às situações relacionadas com a circulação de informações e rumores em matéria de saúde pública.
A implementação nacional do sistema será coordenada pelo INSP, em articulação com as estruturas de saúde, segundo Elizabeth Lima.
Inforpress // Redação Tiver