No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) registou uma variação homóloga positiva de 8,9% em termos reais, taxa superior em 2,5 pontos percentuais (p.p.) à verificada no primeiro trimestre de 2026, segundo informou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Conforme os dados do INE, o Valor Acrescentado Bruto (VAB), a preços de base, registou, no segundo trimestre, uma evolução homóloga positiva de 9,7% em termos reais, superior em 3,3 p.p. em relação ao trimestre anterior.
Já o VAB do ramo da Agricultura aumentou 32,6% no 2º trimestre de 2026, com um contributo positivo de 0,9 p.p. para a variação total do PIB.
Quanto ao VAB do ramo das Indústrias Transformadoras, registou um aumento de 5,5% (+7,6% no 1º trimestre de 2026), com um contributo positivo de 0,3 p.p. para a variação total do PIB.
Os dados indicam que o VAB do ramo da Construção registou um aumento de 35,3% no 2º trimestre, com um contributo positivo de 1,3 p.p. para a variação total do PIB.
Comparativamente ao mesmo trimestre de 2025, o VAB do ramo do Comércio e reparação apresentou, no 2º trimestre de 2026, uma variação homóloga positiva de 25,9%, em volume (+7,3% no trimestre anterior), traduzindo-se num contributo positivo de 2,6 p.p. para a variação total do PIB, o mais elevado entre os ramos de atividade.
Os ramos de Transporte e Armazenagem e de Alojamento e restauração registaram, em termos reais, variações do VAB de 0,3% e -8,8%, respetivamente, no 2º trimestre, com contributos de +0,02 p.p. e -0,7 p.p., respetivamente, para a variação total do PIB.
Relativamente ao VAB do ramo das Atividades financeiras e de seguros, o INE indica que aumentou 18,0% no 2º trimestre de 2026 (+17,2% no trimestre anterior), com um contributo positivo de 1,1 p.p. para a variação total do PIB.
Por sua vez, os Impostos líquidos de subsídios sobre os produtos, em termos reais, apresentaram uma variação homóloga positiva de 4,7% no 2º trimestre, contribuindo com 0,8 p.p. para a variação total do PIB.
O Consumo Final (privado e público) teve uma variação homóloga positiva de 6,8% no 2º trimestre de 2026 (+5,7% no trimestre anterior).
Quanto ao consumo privado aumentou 6,2%, em termos reais, no 2º trimestre de 2026 (+4,5% no 1º trimestre).
Conforme a mesma fonte, o consumo público apresentou uma taxa de variação homóloga positiva de 8,7%, em volume (+10,0% no trimestre anterior).
O Investimento registou uma variação homóloga positiva de 56,9%, em volume, no 2º trimestre de 2026 (+15,9% no trimestre anterior).
As Exportações de Bens e Serviços, em volume, no 2º trimestre, apresentaram uma variação homóloga positiva de 8,8% (+5,5% no trimestre anterior).
O INE mostra também que as exportações de bens apresentaram um aumento de 42,8% face ao mesmo período do ano anterior (-5,5% no trimestre precedente), enquanto as exportações de serviços diminuíram 4,0% em termos homólogos (+9,7% no 1º trimestre).
As Importações de Bens e Serviços, em volume, aumentaram 21,3% em termos homólogos (+6,9% no trimestre anterior), observando-se um aumento de 24,9% nas importações de bens (+5,7% no 1º trimestre de 2026) e de 7,9% nas de serviços (+11,4% no trimestre anterior).
No acumulado dos dois primeiros trimestres de 2026, o PIB registou um crescimento de 7,6% em volume, que ficou a dever-se, fundamentalmente, às atividades do Comércio e reparação, das Atividades financeiras e de seguros, da Educação, da Construção e da Pesca.
Expresso das Ilhas // Redação Tiver