MINISTÉRIO DA SAÚDE QUER INTEGRAR MÉDICOS APOSENTADOS PARA COLMATAR FALTA DE ESPECIALISTAS NOS HOSPITAIS

 O Ministério da Saúde reuniu-se hoje, na Praia, com médicos aposentados para avaliar a disponibilidade de colaboração destes profissionais no reforço da prestação de cuidados e especialidades em falta no país.

A reunião, segundo o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, em declarações à imprensa, visa aproveitar a “vasta experiência acumulada” desses profissionais, ouvir e entender como podem contribuir e quais são suas disponibilidades.

“Há cirurgiões aposentados, cardiologistas, urologistas, radiologistas, enfim, especialidades que estão faltando no país neste momento”, destacou o ministro, afirmando estar aberto a aceitar toda a disposição que os profissionais mostrarem para melhorar o sistema nacional de saúde.

Paralelamente, Lúcio Fernandes avançou que o ministério está a expandir a rede de cuidados primários e já começou a actuar em alguns postos de saúde.

“A meta central é reduzir o impacto das doenças crónicas não transmissíveis, que actualmente representam 74% das causas de morte no país. Isso deve ser feito controlando precocemente factores de risco, como diabetes e hipertensão, para diminuir drasticamente a incidência de acidentes vasculares cerebrais (AVC) na população mais jovem”, explicou.

Além da aproximação comunitária, a visão estratégica, segundo Lúcio Fernandes, se concentra na autossuficiência e na qualificação do corpo clínico local através do Plano Estratégico de Implementação da Formação Médica Especializada.

O sector planeia, nos próximos meses, reabilitar infraestruturas e implementar uma reforma para transformar as unidades de saúde em postos de saúde funcionais.

Para viabilizar essa transição, o Ministério da Saúde identificou a necessidade urgente de aumentar o número de profissionais de enfermagem e anunciou que estão previstas novas contratações de enfermeiros para 2027.

O reforço desses profissionais será, segundo Lúcio Fernandes, crucial tanto na atenção primária, por meio de consultas próximas nos postos de saúde, quanto no apoio às equipes hospitalares.

O Ministério da Saúde comprometeu-se a registar todas as propostas apresentadas no encontro para definir os modelos de colaboração mais adequados à disponibilidade individual de cada médico reformado.

A reunião decorreu no Salão de Banquetes do Palácio do Governo, em formato híbrido, permitindo a participação presencial e a distância, por videoconferência, aos médicos residentes fora da ilha de Santiago ou impossibilitados de comparecer fisicamente.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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