Pelo menos 15 pessoas morreram hoje, nove destas num bombardeamento a um prédio residencial, durante os ataques massivos russos com drones e mísseis sobre várias regiões da Ucrânia, segundo um novo balanço das autoridades ucranianas.
Anteriormente, as autoridades haviam indicado nove mortes nos ataques russos em todo o território ucraniano.
Em Pryluky, na região de Chernihiv (norte), “duas alas de escadarias de um edifício de habitação foram destruídas após um disparo de míssil” russo, de acordo com as autoridades locais.
O número de mortos subiu para nove após a descoberta dos corpos de três crianças debaixo dos escombros, informou a polícia nacional. Um balanço anterior apontava para pelo menos cinco mortos e cerca de vinte feridos.
Imagens publicadas nas redes sociais mostram um edifício parcialmente destruído e equipas de resgate a trabalhar entre os escombros.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou “um dos ataques mais ignóbeis – 70 mísseis no total, muitos destes balísticos”, além de drones lançados durante a noite contra 12 regiões do país.
“Um dos principais alvos foi a nossa infraestrutura energética”, afirmou Zelensky.
A aproximação do inverno gera receio de que se repita o cenário do ano passado, quando a Rússia bombardeou incessantemente instalações energéticas, deixando milhões de lares na escuridão e no frio. Restrições já estão a ser implementadas em Kiev.
Zelensky, que exige aos seus aliados mais sistemas capazes de intercetar mísseis balísticos, reportou ainda duas mortes em Oleksandriya e duas em Kremenchuk, cidades situadas na região central do país.
Outras duas pessoas morreram na capital, disse o Presidente.
Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou ter realizado ataques durante a noite em Kiev, bem como na região de Chernihiv, contra fábricas de montagem e armazenamento de mísseis de cruzeiro — incluindo os modelos ucranianos Flamingo — e de drones de longo alcance.
Um jornalista da agência de notícias AFP ouviu explosões ao longo da noite na capital, tendo o exército ucraniano emitido um alerta de mísseis balísticos.
A sucessão de alertas prejudica também a atividade económica, uma vez que a população é aconselhada a abandonar os seus postos de trabalho para procurar abrigo.
A cidade de Zaporijia, no centro do país, também foi alvo de ataques durante a noite: uma “infraestrutura de transporte” foi atingida, segundo o chefe da administração militar local, Mykhailo Semikin, que não adiantou mais pormenores.
De acordo com relatos ainda não confirmados pelas autoridades, a grande ponte suspensa por cabos sobre o rio Dnieper — inaugurada poucas semanas antes do início da ofensiva russa, em fevereiro de 2022 — foi atingida.
Fonte: Notícias ao Minuto