O Governo poderá reduzir despesas consideradas supérfluas ou adiáveis caso se mantenha a pressão sobre a economia nacional provocada pelo aumento dos preços do petróleo e dos combustíveis.
A informação foi avançada este domingo pela secretária de Estado das Finanças, Maria José Lopes, em declarações à Televisão de Cabo Verde (TCV).
“Se continuar essa pressão sobre a economia, o objectivo aqui é reduzir as despesas que são supérfluas ou que podem dar para diferir no tempo”, declarou.
Deslocações estatais, consultorias e outras despesas são algumas das áreas que poderão ser alvo de cortes, conforme indicou.
A secretária do Estado informou que o Governo apresentou um pedido de apoio ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para fazer face aos impactos da subida dos preços.
“No Ministério das Finanças, por exemplo, já pedimos algum apoio aos parceiros, por exemplo, ao BAD que já recebeu a nossa proposta, já nos respondeu, dizendo que já está a analisar essa proposta”, afirmou.
Maria José Lopes garantiu que o Executivo está a adoptar medidas para acomodar os efeitos do aumento dos combustíveis, tanto no orçamento rectificativo como no orçamento previsto para 2026.
“Nós aumentámos, por exemplo, verbas para o Ministério da Família e Inclusão Social para precisamente acomodar esses impactos”, exemplificou.
Entre as medidas previstas, a secretária de Estado apontou os subsídios às empresas petrolíferas e o apoio ao consumidor final, como forma de atenuar os efeitos da subida dos preços na economia e no poder de compra das famílias.
Expresso das Ilhas // Redação Tiver