Cerca de 93 por cento (%) dos cabo-verdianos concordam com a continuidade dos estudos por parte de raparigas grávidas ou mães, enquanto 95% apoiam o ensino da educação sexual nas escolas, revelou hoje um estudo do Afrobarómetro.
De acordo com o relatório, o apoio à continuidade escolar das alunas grávidas é elevado em todos os grupos demográficos analisados, atingindo 97% entre os cidadãos com ensino pós-secundário.
A investigação destaca que a gravidez precoce está associada ao abandono escolar e à reprodução das desigualdades de género, com consequências para a escolaridade e as oportunidades económicas das jovens mães.
A pergunta colocada aos inquiridos foi formulada nos seguintes termos: “As raparigas devem ser autorizadas a continuar a sua escolaridade mesmo que engravidem ou tenham filhos”.
No domínio da educação sexual, 95% dos entrevistados apoiam o ensino desta matéria nas escolas, enquanto 4% se opõem.
O relatório indica que o apoio à educação sexual varia pouco entre os grupos demográficos, sendo de 96% nas zonas urbanas e de 92% nas zonas rurais.
A investigação sublinha que a gravidez precoce e não planeada continua a representar um desafio para a saúde, a educação e a autonomia das mulheres e raparigas.
Os dados fazem parte da 10.ª ronda do Afrobarómetro, cujo trabalho de campo em Cabo Verde decorreu entre Agosto e Setembro de 2024.
Inforpress // Redaçao Tiver