ADAD ALERTA PARA DEGRADAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS E PEDE RESPEITO À ORLA MARÍTIMA

A Associação para a Defesa do Ambiente e do Desenvolvimento (ADAD) alertou hoje para a degradação dos ecossistemas em Cabo Verde, apontando a extração de areia, o excesso de plásticos e construções irregulares na costa como principais ameaças.

O apelo foi lançado pela ambientalista e comissária da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), Maria Miranda Reis, à margem de uma conferência internacional na cidade da Praia dedicada à prevenção de violações de direitos.

“A protecção da fauna e da flora exige um trabalho contínuo de sensibilização junto das comunidades. Se cuidarmos hoje bem do ambiente, os nossos filhos e netos vão encontrar o que protegemos para um futuro mais sustentável”, afirmou a responsável, apelando ao fim do “imediatismo” que sacrifica recursos naturais em prol de ganhos rápidos.

Quanto as ameaças às praias com construções irregulares, a membro da ADAD manifestou particular preocupação, apontando a apanha de areia e o descarte negligente de plásticos como factores que causam “muito transtorno ao ecossistema”.

Outro ponto crítico abordado foi a ocupação da orla marítima, que segundo aquela responsável, não tem acompanhado a norma que exige uma distância mínima de 80 metros para construções.

Segundo a mesma fonte, este desrespeito tem ocorrido em várias ilhas, citando o exemplo da Boa Vista como um dos pontos críticos onde o planeamento urbano deve priorizar o direito das gerações futuras.

Este alerta da ADAD surge num contexto de crescente pressão sobre as zonas costeiras. No passado mês de Fevereiro, a construção de um restaurante na zona de rebentação da Praia de São Francisco, na capital, foi suspensa após denúncias da ONG Lantuna.

A obra gerou indignação por localizar-se numa área vital para a desova de tartarugas marinhas, espécie protegida em Cabo Verde.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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