ANGOLA: SECA AMEAÇA COLHEITAS E AGRAVAMENTO DA FOME NO CUANZA-SUL

Colheitas perdidas, alimentos mais caros e água imprópria para consumo. A seca no Cuanza-Sul expõe a vulnerabilidade das comunidades e a falta de respostas institucionais.

Em Angola , a população da província do Cuanza-Sul poderá enfrentar fome nos próximos dias, devido à estiagem provocada pela falta de chuvas na primeira época agrícola. A situação está afetando a produção de alimentos e agravando a carência de água em vários municípios da província.

A época agrícola em Angola começa normalmente em setembro, período marcado pela queda regular das chuvas. No entanto, no Cuanza-Sul, entre setembro e dezembro, as precipitações não ocorreram com a regularidade esperada, o que provocou uma perda quase total das culturas de milho, feijão, ginguba e outros produtos agrícolas.

No município do Calulo, o camponês David Carruagem afirma que a falta de chuva está a comprometer a sobrevivência de milhares de famílias que dependem da agricultura .

A estimativa já começa também a refletir-se nos mercados, com a subida dos preços dos principais produtos da cesta básica .  No município da Conda, o cenário é semelhante. Os camponeses lamentaram a perda total das atividades.

Na Gabela, a estimativa afetou igualmente as plantações de café, milho, feijão e ginguba. O diretor municipal da Agricultura, Domingos Afonso, afirma que a seca é um fenómeno recorrente e aponta a falta de infraestruturas como uma das causas do problema.

Com a falta de chuvas, não são apenas as culturas agrícolas que secam. No município do Seles, a escassez de água , que dura há décadas, continua afetando milhares de famílias.

Fonte: DW

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