A presidente do conselho de administração da Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME) garantiu hoje que os custos associados à implementação da tecnologia 5G não serão repassados ao consumidor, assegurando o equilíbrio entre sustentabilidade das operadoras e preços. Leonilde dos Santos, falava durante a conferência de imprensa para apresentação da Estratégia Nacional para Implementação do 5G, horizonte 2026-2036, promovida pelo Governo, num investimento de cerca de três milhões de contos.
Segundo Leonilde dos Santos, a implantação do 5G vai além do aumento da velocidade da Internet, tratando-se de uma infra-estrutura estruturante que permitirá o desenvolvimento de novos serviços em áreas como saúde digital, educação à distância e outros sectores estratégicos. A PCA da ARME reconheceu que persistem desafios ao nível das zonas remotas e consideradas “zonas sombra”, mas assegurou que a estratégia nacional prevê mecanismos específicos para reduzir as assimetrias no acesso à internet.
Leonilde dos Santos destacou a partilha de infra-estruturas como torres, postes e condutas como elemento central para reduzir custos, evitar duplicação de investimentos e criar economias de escala num mercado de pequena dimensão como o cabo-verdiano.
Esta responsável defendeu, no entanto, que o modelo da estratégia assegura retorno financeiro às operadoras, ao mesmo tempo que protege os consumidores.
Por fim, reiterou que o Governo vai garantir que esses custos não sejam repassados ao consumidor, acrescentando que a implementação do 5G deverá contribuir para maior produtividade, inovação e crescimento económico do país.
Redação Tiver