O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento económico para todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) este ano, à excepção de Guiné-Bissau e Angola, que mantêm crescimentos de 5,2% e 2,6%. No capítulo dedicado à África subsaariana, o Banco Mundial diz que “os riscos relativos às previsões continuam a ser descendentes”, incluindo uma redução da procura externa, preços mais baixos das matérias-primas, aumento da instabilidade política regional e uma deterioração dos conflitos em curso na região, para além da questão do apoio financeiros dos doadores externos, que, a reduzir-se ainda mais, “aumentará a vulnerabilidade das economias da região a choques de saúde e a desastres naturais”.
Em 2025, a economia angolana é travada pela fraqueza do setor petrolífero, apesar dos avanços nos setores não petrolíferos, devido a preços mais baixos do petróleo, subinvestimento e envelhecimento dos campos. Angola mantém um crescimento modesto de 2,6%, com ligeira melhoria para 2,8% em 2027, abaixo da média regional.
Entre os países lusófonos, Cabo Verde e Guiné-Bissau destacam-se com crescimentos de 5,2%, embora Cabo Verde reveja ligeiramente em baixa as previsões. Moçambique recupera gradualmente após forte abrandamento em 2024, enquanto São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial registam revisões em baixa, apesar de alguma melhoria a médio prazo neste último.
O Banco Mundial alerta que as perspetivas para a África subsaariana continuam marcadas por riscos descendentes, como a redução da procura externa, instabilidade política, conflitos, menor apoio dos doadores e vulnerabilidade a choques sanitários e climáticos. Ainda assim, a previsão de crescimento regional para 2025 foi revista em alta para 4%, impulsionada pela desaceleração da inflação e pela valorização das matérias-primas, embora persistam desafios como insegurança alimentar, elevado endividamento e pobreza.
Segundo o Banco Mundial, sem políticas eficazes para diversificar as economias, reforçar a proteção social e reduzir a dependência das matérias-primas, muitos países da região, incluindo os lusófonos, continuarão expostos a choques externos e com dificuldades em transformar o crescimento económico em melhoria efetiva das condições de vida das populações.
Fonte: Banco Mundial // Redação Tiver