BOA VISTA: MpD REAGE CRÍTICAS DO PAICV

A Comissão Política Regional do MpD na Boa Vista classificou hoje de “populismo” e “falta de verdade” as recentes declarações do PAICV (oposição) sobre o suposto abandono da ilha, contrapondo com uma lista de investimentos estruturantes em curso.

Em conferência de imprensa, a nova presidente da Comissão Política Regional do Movimento para a Democracia (MpD), Irina Fonseca, afirmou que o objectivo do encontro com os jornalistas foi “repor a verdade” e repudiar a narrativa de “asfixia” que a oposição tem tentado passar à opinião pública.

Segundo a dirigente, a transformação da ilha “é visível” e foi, inclusive, reconhecida pelo actual presidente da câmara (eleito pelo PAICV), sustentando que a política deve ser feita com base em factos e não em suposições.

Para sustentar a tese de desenvolvimento, o MpD apresentou um pacote de intervenções que ultrapassa o milhão de contos no sector da habitação e requalificação urbana, destacando o realojamento de famílias que viviam em barracas e a requalificação profunda do bairro de Boa Esperança.

No capítulo das infra-estruturas rodoviárias, Irina Fonseca apontou a construção da estrada asfaltada Rabil-Povoação Velha, um investimento orçado em mais de 700 mil contos, a par de projectos de água e energia, como a dessalinização em Lacacão, com capacidade para 5 mil metros cúbicos por dia, e a modernização do aeroporto para operar com energia limpa.

No que toca ao sector da saúde, um dos cavalos de batalha da oposição, Vicente Silva, também membro da estrutura local do MpD, esclareceu a situação do Bloco Operatório, reforçando que o edifício físico está pronto, mas o Governo optou por não inaugurar “um espaço vazio”, aguardando a chegada de equipamentos e mobiliário hospitalar que já estão em fase final de encomenda.

Sobre o Centro de Saúde Reprodutiva, o dirigente negou qualquer “bloqueio político”, alegando que o espaço foi alvo de fiscalização técnica que detectou “falhas graves”, nomeadamente a ausência de sistemas de tratamento de resíduos hospitalares e falta de condições de esterilização.

O MpD aproveitou a ocasião para questionar a capacidade de gestão da câmara municipal, com Vicente Silva a apontar o exemplo da requalificação do largo de Santa Isabel, uma obra financiada pelo Governo em mais de 200 mil contos, mas que a autarquia “não consegue concluir há seis anos”.

“O Governo está sempre disponível e mostrou desde o início disponibilidade para os projectos de requalificação urbana… mas é necessário que a parte técnica e financeira seja cumprida”, sublinhou Vicente Silva, acusando a câmara municipal de lançar obras em período eleitoral que, após um ano de mandato, continuam sem placas ou progresso visível.

O MpD concluiu garantindo que, apesar de reconhecer alguns atrasos processuais, o esforço do executivo visa dotar a Boa Vista de melhores condições de vida, rejeitando o que classificam de “tática de tapar o sol com a peneira” por parte da oposição.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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