O Vice-Primeiro-Ministro, Olavo Correia, defendeu hoje, na Boa Vista, que o investimento estratégico na ilha ultrapassa a escala municipal, servindo de motor para a dinâmica de crescimento de todo o país.
Durante a inauguração da nova Unidade de Dessalinização do Lacacão, o governante afirmou que a Boa Vista detém um grande potencial para transformar Cabo Verde num país de rendimento elevado na próxima década.
«Nós somos obrigados a investir em todos os domínios, porque investir na Boa Vista é investir para o crescimento de Cabo Verde, não é só para a Boa Vista enquanto município… É nesse sentido que estamos a fazer investimentos importantes», afirmou.
Sobre a nova infraestrutura inaugurada, Olavo Correia destacou que se trata de um investimento «maciço», destinado a resolver de forma definitiva o problema crítico da água na ilha. No entanto, o governante alertou para a necessidade de uma planificação contínua.
«Temos de dar resposta à procura de hoje, mas estar atentos à planificação para irmos aumentando a capacidade, acompanhando o crescimento do turismo».
Um dos pontos centrais do discurso do Vice-Primeiro-Ministro foi a ligação entre as energias renováveis e o bolso dos cidadãos. A meta é atingir 40% de penetração de energias renováveis na Boa Vista até 2030, como forma de reduzir os custos de produção.
«O preço da água e da energia tem de ser acessível, pois falamos de bens essenciais. Quando o preço é mais baixo, o rendimento disponível das famílias aumenta», explicou, reforçando que as operadoras devem ser sustentáveis e transparentes na sua política de preços.
Olavo Correia contrariou visões pessimistas sobre o país, afirmando que «Cabo Verde não é um país-problema». Para o governante, o facto de o país atrair anualmente cerca de 1,5 milhões de turistas e milhares de investidores é prova de que o arquipélago é um destino de confiança.
«Se o mundo confia em Cabo Verde, nós somos os primeiros a ter de confiar… Se não confiarmos na Boa Vista, podemos esquecer Cabo Verde, pois é uma das ilhas com maior potencial», afirmou, apelando a uma gestão conjunta entre governo central, municipal e setor privado.
O Vice-primeiro-ministro deixou ainda uma mensagem de confiança, reiterando que Cabo Verde é um «país de oportunidades», afirmando que o acesso universal à educação, habitação e saneamento é a base para transformar a Boa Vista numa ilha de rendimento elevado e «extraordinária» nos próximos dez anos, elevando o patamar de desenvolvimento da ilha e da nação.
Fonte: inforpress // Redação Tiver