BRAVA: MPD REJEITA ACUSAÇÕES DO PAICV E CONSIDERA VISITA GOVERNAMENTAL “PRODUTIVA E HISTÓRICA”

A Comissão Política Concelhia do Movimento para a Democracia (MpD), na Brava, rejeitou hoje as acusações do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que classificou a visita da comitiva governamental à ilha como uma “manobra eleitoralista”.

Em conferência de imprensa, o presidente da Comissão Política Concelhia do MpD, Samuel Varela, afirmou que as acusações são “totalmente falsas e sem qualquer fundamento”, sublinhando que a população bravense acolheu a visita do Governo com satisfação e expectativa positiva.

Segundo o dirigente do MpD, trata-se de um momento inédito para a ilha, uma vez que, pela primeira vez, a Brava recebeu simultaneamente o primeiro-ministro e vários membros do Governo, num “claro sinal de compromisso” com o desenvolvimento local.

Samuel Varela ressaltou que a visita resultou em avanços concretos, com a assinatura de vários protocolos e contratos entre o Governo e a autarquia local, abrangendo projectos estruturantes em diferentes áreas, nomeadamente a requalificação urbana, saneamento básico, habitação social, cuidados à pequena infância e idosos, requalificação do auditório municipal, bem como quatro projectos ligados ao sector das pescas.

O dirigente político realçou ainda que estão em curso obras consideradas fundamentais para a ilha, como a central de dessalinização de água do mar, que se encontra em fase de conclusão e deverá entrar em funcionamento no próximo mês de Março, garantindo água potável de qualidade à população.

Outro projecto referido foi a estrada alternativa que liga Fajã d’Água a Palhal, permitindo actualmente o acesso à localidade de Portete por via rodoviária, além do parque fotovoltaico em execução na localidade de Favatal, iniciativas que, segundo Samuel Varela, terão impacto directo na melhoria da qualidade de vida dos bravenses.

O presidente da Comissão Política Concelhia do MpD acusou ainda o PAICV de desrespeitar os operadores económicos locais e investimentos privados recentes, como a inauguração de uma unidade de produção de inertes para a construção civil, viabilizada com incentivos fiscais e financeiros do Governo.

Para Samuel Varela, é legítimo que o Governo inclua a Brava na sua agenda de trabalho, uma vez que a ilha faz parte integrante do território nacional, considerando a visita governamental como um gesto de “discriminação positiva” a favor do desenvolvimento da ilha.

O dirigente concluiu reafirmando que os resultados da visita governamental terão impacto directo na vida dos bravenses, contrariando a narrativa apresentada pelo PAICV.

Fonte: inforpress // Redação Tiver  

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