Cabo Verde, com 92 pontos, é o país melhor classificado entre os países africanos da lusofonia no relatório “Liberdade no Mundo 2025”, hoje publicado pela organização Freedom House. Guiné-Equatorial e Angola são as nações africanas “menos livres”.
De acordo com o relatório, “Cabo Verde é uma democracia estável com eleições competitivas”.”As liberdades civis são geralmente protegidas, mas o acesso à justiça é prejudicado por um sistema judicial sobrecarregado e a criminalidade continua a ser uma preocupação”, frisou a mesma fonte.
De acordo com a investigação, que pontuou os “direitos políticos e liberdades civis” em 195 países e 13 territórios durante o ano civil de 2024, a Guiné Equatorial – país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – está entre as nações africanas com pior classificação, na categoria ‘Não Livre’, tendo obtido cinco pontos em 100. Os mesmos que em 2023.
Para a Freedom House, este país realiza eleições regulares, “mas a votação não é livre nem justa”. Também Angola, outra nação da CPLP, está entre os países classificados como ‘Não Livres’.
A Guiné-Bissau é, por sua vez, um membro da CPLP classificado como ‘Parcialmente Livre’, com 41 pontos – um decréscimo relativamente aos 43 anteriores. Também Moçambique, outra nação da CPLP, obteve 41 pontos, uma pioria em relação aos 44 obtidos no período homólogo anterior.
Moçambique também se debate com a corrupção e os jornalistas “correm o risco de sofrer ataques violentos”, lamentou. Por sua vez, São Tomé e Príncipe é uma nação da CPLP classificada como ‘Livre’, com 84 pontos, os mesmos do ano anterior.
De um modo geral, “em todas as regiões do mundo foram observados declínios dramáticos na liberdade”, Especificamente em África.
Entre os países africanos com piores classificações estão o Sudão do Sul (com um ponto em 100), o Sudão (com dois pontos em 100), a República Centro-Africana (com cinco pontos em 100) e a Guiné Equatorial (com cinco pontos em 100).
Fonte: Expresso das Ilhas // Ad: Redação Tiver