O ministro da Saúde afirmou hoje que, desde dezembro até ao momento, não foi registado nenhum caso de paludismo no país. Jorge Figueiredo alertou, no entanto, que o arquipélago deve manter-se permanentemente sob vigilância, sublinhando que a luta contra esta doença continua a ser uma prioridade.
Jorge Figueiredo referiu que a malária é uma patologia que o país já conseguiu eliminar, tendo inclusive sido distinguido por esse feito, mas reconheceu que é necessário um trabalho constante para garantir a manutenção dessa eliminação.
O responsável do departamento governamental responsável pela Saúde fez estas considerações ao ser abordado pela imprensa à margem da assinatura com o Escritório Conjunto das Nações Unidas do Plano de Trabalho Anual (PTA 2026).
Avançou que as autoridades sanitárias já estão a preparar-se para que em Junho, época pré-chuvosa, esteja tudo “completamente preparado para reagir e evitar que a malária nos vença”.
Instado se o país não corre o risco de perder o certificado da OMS que considera Cabo Verde livre do paludismo, respondeu que, naturalmente, o perigo existe sempre.
Anunciou, por outro lado, que o Ministério da Saúde está a preparar uma documentação, para que a malária continue a ser analisada do ponto de vista multissectorial.
“Quando a Saúde é a única entidade responsável, ninguém assume responsabilidade nenhuma”, concluiu o governante.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver