A nova direcção do Cenorf rejeitou hoje as acusações do ex-presidente destituído, Bernardino Gonçalves, sobre paralisação na produção de próteses e quebra nas receitas, considerando as denúncias “infundadas e sem comprovação factual”.
Em declarações à Inforpress, a presidente da direcção do Centro Nacional Ortopédico e de Reabilitação Funcional (ACD/Cenorf), Joana Almada, afirmou que as denúncias surgem na sequência da destituição de Bernardino Gonçalves por “má gestão em todos os aspectos”, incluindo áreas financeira, de recursos humanos e prestação de contas.
Segundo a mesma, a actual equipa directiva não encontrou registos que comprovem os níveis de receitas anteriormente alegados pelo ex-dirigente, nomeadamente valores superiores a dois milhões de escudos, desafiando-o a apresentar provas.
A direcção assegurou ainda que não houve qualquer paralisação dos serviços, sublinhando que, caso se verificasse uma quebra de receitas na ordem dos 80 por cento (%) a instituição não estaria em funcionamento.
Relativamente ao funcionamento do centro, a presidente reconheceu fragilidades, mas garantiu que estão em curso medidas para assegurar a continuidade dos serviços de reabilitação e reduzir a lista de espera de pacientes.
Entre as iniciativas, evidenciou a elaboração de projectos de sustentabilidade, incluindo o programa “Cenorf +”, já apresentado a parceiros, mas avançou que por enquanto não quer divulgar os detalhes do programa.
Sobre a discrepância entre os dados financeiros apresentados pelo anterior presidente e a situação actual, aquela responsável reiterou que “todas as informações divulgadas são falsas” e visam apenas “ganho de protagonismo”.
Quanto à auditoria em curso pela Inspecção-Geral das Finanças, explicou que o processo registou atrasos devido à ausência de documentos relativos à gestão anterior, assegurando que foi a própria direcção quem solicitou a sua realização junto das entidades competentes.
A dirigente acusou ainda o ex-presidente de reter documentos institucionais, acessos bancários e contas de correio electrónico da organização, situação que, segundo disse, tem dificultado o normal funcionamento e o processo de auditoria.
Questionada sobre eventuais medidas judiciais, indicou que a direcção está a avaliar os mecanismos legais disponíveis, mas sem avançar, para já, com acções concretas.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver