A Universidade de Cabo Verde, através do Centro de Investigação e Formação em Género e Família, (CIGEF) promove nos dias 12 e 13 de novembro de 2025 o seminário internacional “Repensar o Género a partir de África: perspetivas globais e locais”. Um encontro que junta academia, cultura e sociedade civil para pensar género a partir do continente africano e da diáspora.
Com temas em foco: epistemologias africanas, interseções (género/classe/raça/geração/território), feminismos africanos, masculinidades, políticas públicas e violências de género, LGBTQIA+, migrações, artes e religião, economia do cuidado, tecnologia e ativismo.
A iniciativa mobiliza instituições académicas, agentes culturais, ativistas e lideranças comunitárias para um espaço plural e interdisciplinar de diálogo sobre género em África e na diáspora, articulando dimensões teóricas, históricas, políticas, culturais e artísticas.
A abertura ocorre quarta-feira, 12/11, às 09h00, com intervenções da Diretora do CIGEF, Prof.ª Carmelita Silva, da Pró-Reitora para a Investigação e Formação Avançada, Prof.ª Sónia Semedo, da Presidente do ICIEG, Marisa Carvalho, e de David Matern, representante do Escritório Conjunto PNUD/UNICEF/UNFPA. Segue-se a Conferência de Abertura pelo Prof. Cláudio Furtado sobre “A consolidação do pensamento africano sobre género e feminismos: caminhos ainda a trilhar”.
O seminário organiza-se em eixos que abordam, entre outros, epistemologias de género e identidades, intersecções de género, classe, raça, geração e território, feminismos africanos, masculinidades e feminilidades, violências de género e políticas públicas, LGBTQIA+ – identidades, resistências e afirmações, género, migrações e diáspora, cultura, artes e género, religião e espiritualidade, género e economia do cuidado, tecnologia, médias digitais e ativismo, e sexualidades, conjugalidades e parentalidades.
Pretende-se desafiar hierarquias de saber, abrir caminhos para vozes silenciadas e propor alternativas globais a partir de ângulos locais.
O seminário parte da urgência de recentrar África como lugar legítimo de produção de conhecimento em estudos de género, valorizando epistemologias africanas, experiências situadas e práticas de resistência.
Ao reconhecer que os debates globais foram, durante décadas, orientados por paradigmas distantes das realidades africanas e afrodiaspóricas, o encontro propõe deslocar o centro do debate e ressignificar conceitos, políticas e narrativas, abrindo espaço a novas práticas, alianças e linguagens.
Fonte: UNICV // Redação Tiver