CV DEFENDE REFORMAS DO FINANCIAMENTO GLOBAL E ACESSO DIFERENCIADO PARA SIDS

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que os resultados das conferências globais da ONU 2025 reforçam a necessidade de reformas do financiamento internacional e de acesso diferenciado para os SIDS. José Luís Livramento defendeu a aplicação nacional dos compromissos.

José Luís Livramento discursava no ateliê “Acordos Globais, Acções Locais”, promovido para socializar os resultados da UNOC-3, da 4.ª Conferência Internacional sobre o Financiamento do Desenvolvimento, da 2.ª Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Social e da COP-30, encontros que, segundo disse, marcaram um novo ciclo de compromissos multilaterais.

Sublinhou que, para países como Cabo Verde, a principal mensagem saída dessas conferências é clara:  sem financiamento ajustado às vulnerabilidades específicas dos SIDS e sem reformas das instituições financeiras internacionais, não será possível acelerar a Agenda 2030 nem garantir que “ninguém fique para trás”.

De acordo com o ministro, essas oportunidades se afiguram em áreas como economia azul e governação dos oceanos, financiamento inovador e reformas da arquitetura financeira internacional, inclusão social e sistemas de procteção social mais robustos, acção climática e resiliência.

destacou o Compromisso de Sevilha, resultante da Conferência sobre o Financiamento do Desenvolvimento, como um marco importante para a criação de novos instrumentos financeiros, incluindo mecanismos de gestão da dívida, financiamento climático e social e maior voz dos países em desenvolvimento nos fóruns globais.

No domínio ambiental, realçou a importância da UNOC-3, lembrando que Cabo Verde co-facilitou a declaração política final, que reconhece o oceano como eixo central da resposta global às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável, reforçando a aposta nacional na economia azul.

Quanto à COP-30, o governante reiterou a defesa do acesso prioritário e simplificado dos SIDS ao financiamento climático, com foco na adaptação e resiliência, face aos impactos crescentes das mudanças climáticas.

José Luís Livramento afirmou, por outro lado, que o desafio agora é transformar os compromissos internacionais em políticas públicas concretas, capazes de responder às necessidades reais das populações e fortalecer a resiliência económica e social de Cabo Verde.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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