Assinala-se esta sexta feira, 11, o Dia Mundial da População, em que a cada ano, este dia foca em temas específicos que refletem as prioridades globais no âmbito demográfico. Este ano, o tema escolhido é “capacitar os jovens para criarem as famílias que desejam num mundo justo e cheio de esperança”, na qual foi realizada um inquérito em 14 países para perguntar às pessoas se estão a ter as famílias que desejam e concluíram que “uma percentagem alarmantemente elevada de adultos não consegue concretizar as suas intenções de fertilidade”.
Conforme o comunicado, o tema deste ano “capacitar os jovens para criarem as famílias que desejam num mundo justo e cheio de esperança”, enfatiza a importância de garantir que os jovens tenham a capacidade e os recursos para fazer escolhas informadas sobre a sua saúde reprodutiva e o seu futuro e destaca a necessidade de políticas que apoiem a sua educação, cuidados de saúde, trabalho digno e direitos reprodutivos.
Para a Diretora Executiva do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), a humanidade enfrenta um enorme desafio: o declínio das taxas de fertilidade, e, consequentemente, o envelhecimento e a escassez de mão de obra. Natalia Kanen, ainda na mesma fonte, exorta governos e decisores a ouvirem os jovens, para saberem o que estes querem e precisam.
De acordo com o Relatório sobre o estado da População Mundial 2025, a humanidade enfrenta uma verdadeira crise de fertilidade. Milhões de pessoas em todo o mundo não conseguem ter o número de filhos que desejam – quer queiram mais, menos ou nenhum.
Recentemente, os declínios da fertilidade estão a fazer manchetes, sendo as mulheres frequentemente culpadas por estas alterações demográficas.
Em conjunto com a YouGov, o UNFPA realizou um inquérito em 14 países para perguntar às pessoas se estão a ter as famílias que desejam e concluíram que “uma percentagem alarmantemente elevada de adultos não consegue concretizar as suas intenções de fertilidade”.
Sendo que cerca de 20% dos adultos em idade reprodutiva acredita que não conseguirão ter o número de filhos que desejam; Cerca de 1 em cada 3 já teve uma gravidez indesejada; 39% referiram que as limitações financeiras tinham afetado ou iriam afetar a sua capacidade de concretizar a dimensão familiar desejada; Quase 1 em cada 5 pessoas afirmou que os receios em relação ao futuro, como as alterações climáticas, a degradação ambiental, as guerras e as pandemias, levariam ou teriam levado a ter menos filhos do que o desejado; Quase 1 em cada 4 sentiu-se incapaz de realizar o seu desejo de ter um filho na altura preferida.
Fonte: ONU // Redação Tiver