ECONOMIA: EXPORTAÇÕES CRESCEM 18,2% EM 2025

As exportações de bens de Cabo Verde cresceram 18,2% em 2025, atingindo 9.386 mil contos, enquanto as importações aumentaram 5,0%, totalizando 199.554 mil contos. Os dados são das Estatísticas do Comércio Externo, divulgados hoje.

De acordo com um comunicado do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento das exportações foi impulsionado, sobretudo, pelo desempenho dos preparados e conservas de peixe, que continuam a liderar a pauta exportadora, representando 75,4 por cento (%) do total, embora com ligeira redução face a 2024.

Os selos postais (9,0%) e o vestuário (5,1%) completam a lista dos principais produtos exportados.

De acordo com os dados, a Europa manteve-se como principal destino das exportações cabo-verdianas, absorvendo 95,4% do total, com destaque para Espanha, que lidera com 63,0%, seguida da Itália (12,1%) e Portugal (11,2%).

O Reino Unido registou um crescimento expressivo, passando a representar 9,0% das exportações.

Do lado das importações, o crescimento de 5,0% foi impulsionado principalmente pelos combustíveis, que continuam a ser a principal categoria de bens importados, com um peso de 40,2%. Seguem-se os bens de consumo (29,4%), bens intermédios (17,5%) e bens de capital (12,9%).

Portugal manteve-se como o principal fornecedor de Cabo Verde, representando 25,8% do total das importações, apesar de uma redução face ao ano anterior. Espanha ocupa a segunda posição (11,5%), enquanto a Nigéria registou um aumento significativo, passando a terceiro maior fornecedor, com 9,2%.

Os dados indicam ainda que o défice da balança comercial se agravou em 4,4%, fixando-se em 190.568 mil contos, refletindo o aumento das importações num ritmo superior ao das exportações.

Quanto às reexportações, estas totalizaram 33.041 mil contos, representando uma diminuição de 2,2% em relação a 2024, mas mantendo relevância na dinâmica do comércio externo.

Em termos de operações aduaneiras, a Alfândega do Mindelo concentrou a maior parte das exportações (83,7%) e das importações (39,1%), seguida pelas alfândegas da Praia e de Espargos.

O INE destaca ainda que os dados agora divulgados são provisórios e poderão ser sujeitos a revisões nas próximas publicações oficiais.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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