O vice -primeiro-ministro, Olavo Correia, anunciou ontem que o Estado prevê arrecadar, em 2026, 66 mil milhões de escudos em impostos sem aumentar a incidência fiscal, mas sim alargar a base e combatendo a fuga ao fisco. O ministro das Finanças disse que, se todos pagarem, em termos individuais, cada um pagará menos e o país vai ganhar “porque arrecada mais impostos”.
Olavo Correia fez estas considerações numa conferência de imprensa em que abordou a performance da execução orçamental e fecho do ano fiscal.
O governante afirmou que se pretende aplicar uma “taxa moderada” para que todos respeitem o seu dever de cidadania, ou seja, pagando os impostos, conforme a lei prevê.
Acrescentou que ainda em termos de cobrança, o governo adoptou um sistema simples para “evitar burocracias, e dificuldades na tramitação” a nível da gestão do sistema tributário.segundo a mesma fonte, para uma melhor eficiência na gestão da cobrança dos impostos, além do digital, será igualmente utilizada a Inteligência Artificial (AI).
Afirmou que antes os contribuintes conseguiam enganar a administração tributária, mas, avisou, hoje “não a vale a pena enveredarem por este caminho porque são apanhados no cruzamento de dados”.
Insiste ser necessário que os cidadãos paguem os impostos para permitir que o Estado continue a cumprir com as suas obrigações, garantindo um serviço público de qualidade.
Na perspectiva deste governante, não se pode continuar a pensar que o mundo vai continuar tão generoso como era antes.
Em seu entender, os cabo-verdianos têm de pensar, nos próximos tempos, contar cada vez mais com os seus próprios recursos, o que, reforçou, não significa que o país não vai continuar a contar com o apoio da comunidade internacional.
Inforpress // Redação Tiver