O incêndio que atingiu o município de Santa Catarina do Fogo entre os dias 22 e 24 de Maio deixou um rastro de destruição e afectou agricultores e criadores de gado, segundo um levantamento efectuado pelas autoridades locais. Segundo o relatório, o incêndio consumiu aproximadamente 15 hectares de terrenos agrícolas, destruindo plantações essenciais para a economia das famílias.
O levantamento de danos, realizado pela câmara municipal, em parceria com a Equipa Técnica Municipal Ambiental, do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), revelou perdas significativas em cultivos agrícolas, árvores frutíferas, pastagens e estruturas rurais, além de impactar directamente a subsistência de dezenas de famílias.
Entre as principais culturas afectadas, o relatório apontou a de cafeeiros, com mais de 280 pés de plantas perdidas em propriedades de diferentes agricultores, árvores frutíferas como mangueiras, goiabeiras, limoeiros, laranjeiras, bananeiras, vinhas, marmeleiros e outras num total global de aproximadamente 500 plantas.
Só um agricultor perdeu 88 pés de cafeeiro, 17 laranjeiras e 19 mangueiras em Cabeça Espigão e um outro teve prejuízos com a perda de 116 cafeeiros e 22 plantas de bananeiras.
No total, 19 agricultores e proprietários de terrenos agrícolas sofreram prejuízos com o incêndio de Cova Matinho e que consumiu uma área global de aproximadamente 300 hectares.
O incêndio devastou áreas de pastagem, essenciais para a criação de animais e pelo menos 12 criadores registaram perdas de pastos, afectando de imediato mais de 200 caprinos, duas dezenas de bovinos e perto de uma dezena de equídeos (burros) que dependiam das áreas consumidas pelo fogo.
Segundo o relatório, muitos criadores já solicitaram ajuda de emergência à câmara de Santa Catarina do Fogo por não terem condições de alimentar seus rebanhos até a próxima época de chuvas.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver