O Presidente da República José Maria Neves afirmou hoje que os municípios e as ilhas precisam de mais recursos, mais poderes e melhores mecanismos de articulação institucional para garantir maior eficiência, competitividade e crescimento sustentável.
No último dos quatro dias da sua visita à ilha do Fogo, José Maria Neves disse que o debate sobre a descentralização deve ser conduzido pelos partidos políticos, com vista à definição do melhor quadro institucional para o país.
“Cabe aos partidos debater esta questão e encontrar o melhor quadro institucional para se fazer a descentralização, mas é claro que os municípios precisam de mais recursos e mais poderes”, declarou.
Segundo José Maria Neves, além do reforço de competências e meios financeiros, é fundamental criar instâncias de articulação e integração entre as ilhas, de modo a rentabilizar melhor os recursos materiais e as instituições existentes, permitindo alcançar resultados mais consistentes no plano do desenvolvimento.
O PR destacou as experiências positivas observadas na ilha do Fogo, apontando que há uma melhor articulação entre os presidentes das câmaras municipais e a existência de uma visão estratégica orientada não apenas para o curto prazo, mas também para a durabilidade e sustentabilidade do desenvolvimento.
“Esta visita permitiu-me constatar muitos aspectos positivos e perceber que existe uma enorme potencialidade que, com uma maior descentralização, será certamente possível acelerar o ritmo de crescimento e transformação de cada uma das nossas ilhas e do país”, afirmou.
Sobre a regionalização, José Maria Neves considerou que o processo depende da dinâmica dos diferentes partidos políticos, reconhecendo, contudo, que em Cabo Verde nem sempre tem sido fácil alcançar consensos e apontou como exemplo a eleição dos órgãos externos ao parlamento, sublinhando que “onde há necessidade de partilha de poder tem gerado bloqueios”.
Para o Chefe de Estado, é essencial reforçar a cultura de diálogo e a capacidade de compromisso entre as forças políticas.
“Precisamos aprender a dialogar, a compartilhar o poder e a procurar formas mais inovadoras e compensadoras do exercício do poder em Cabo Verde”, concluiu.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver