FOGO: PAICV ACUSA GOVERNO DE ABANDONAR A ILHA E DENUNCIA FALTA DE OBRAS ESTRUTURANTES

A Comissão Política Regional do PAICV – Fogo acusou hoje o Governo de ter abandonado a ilha ao não cumprir os muitos compromissos assumidos para com o Fogo.

Em conferência de imprensa, a porta-voz da CPR do PAICV, Henriqueta Cardoso, manifestou a sua “profunda preocupação e frustração” desse partido com o que considera ser o “abandono da ilha do Fogo por parte do Governo do MpD” e salientou que as recentes visitas do Chefe do Governo à ilha confirmam a ausência de resultados concretos e de investimentos estruturantes.

Para o PAICV, o final de um mandato governativo deveria ser um momento de balanço, marcado por inaugurações de obras concluídas e pela entrega de projectos às populações, mas a porta-voz afirma que o Governo se aproxima do fim da legislatura sem resultados relevantes para apresentar, limitando-se a discursos repetidos e promessas não cumpridas.

No caso específico do Fogo, o partido sublinha que as visitas oficiais do primeiro-ministro num curto espaço de tempo não foram acompanhadas de inaugurações de obras com impacto real no desenvolvimento da ilha, o que, no seu entender, revela a falta de prioridade atribuída ao Fogo.

Para a CPR do PAICV, a ausência de investimentos estratégicos ao longo do mandato é sinal de falhanço na governação e de incapacidade de planear e executar os projectos anunciados.

“Quando um Governo termina o mandato sem obras, está, na prática, a admitir que passou anos a anunciar projectos que nunca saíram do papel”, disse.

Entre as promessas incumpridas, o PAICV destaca investimentos na saúde, transportes, asfaltagem de estradas, apoio à agricultura e pecuária, dinamização da economia local e criação de oportunidades para a juventude.

“A única obra digna de realce deste Governo limita-se a uma simples remodelação do terminal de passageiros e iluminação da pista. Uma obra de cosmética, insuficiente e muito distante do que foi prometido e das expectativas dos foguenses”, afirmou a porta-voz.

O PAICV critica ainda o incumprimento da promessa de transformar o aeródromo de São Filipe num aeroporto de médio porte, capaz de receber voos internacionais, considerando que essa falha bloqueou uma oportunidade decisiva para o desenvolvimento turístico e económico da ilha.

“A iluminação da pista do aeródromo de São Filipe (…) relevante para a segurança e regularidade das operações, não contribui, por si só, para o aumento do número de voos. O crescimento da oferta aérea depende da disponibilidade de mais aeronaves, mais pilotos e da capacidade operacional das companhias aéreas”, referiu.

O PAICV criticou também o transporte marítimo, denunciando irregularidades das ligações entre Fogo e Santiago, que causam problemas no abastecimento e aumento de preços de bens essenciais.

O PAICV reafirma que continuará a denunciar os incumprimentos do Governo e a apresentar propostas para o desenvolvimento do Fogo, defendendo uma governação baseada em resultados e não em promessas.

Para o PAICV, a ilha merece “mais respeito, investimento e soluções concretas e não pode continuar a ser tratada como ilha de promessas para ganhar votos”.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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