A Associação Projecto Vitó anunciou hoje uma nova abordagem estratégica da organização centrada no reforço do envolvimento com os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS, sigla em inglês) para o reforço das parcerias nas áreas ambientais.
O director-executivo da Associação Projecto Vitó, Herculano Dinis, que participou recentemente numa reunião regional dos Pequenos Estados de África e do Oceano Índico do Oeste disse que esta nova linha de actuação já começou a produzir resultados concretos.
Segundo o mesmo, durante a reunião, realizada nas Ilhas Maurícias e financiada pela Fundação Sasakawa para a Paz, do Japão, foram aprofundados diálogos em torno de temas como conservação ambiental, financiamento, gestão de resíduos, integração da perspectiva de género e conservação costeira, marinha e terrestre.
Como resultado desse primeiro encontro, o director executivo do Projecto Vitó foi convidado a participar na segunda reunião, agendada para o mês de Março, em Tóquio, no Japão, prevendo-se ainda uma terceira reunião entre Junho e Julho, igualmente na capital japonesa.
Estes encontros terão como objectivo estabelecer contactos e parcerias com organizações da sociedade civil dos SIDS, com foco em projectos de conservação nas ilhas.
Segundo Herculano Dinis, esta poderá ser uma oportunidade estratégica para diversificar as parcerias e fontes de financiamento da organização, incluindo o eventual apoio de fundações japonesas a médio e longo prazo.
O processo tem contado com o apoio de Naya Sena, investigadora cabo-verdiana em pós-doutoramento numa universidade japonesa e antiga técnica do Projecto Vitó, que tem desempenhado um papel de mediação institucional.
O director-executivo sublinhou ainda que Cabo Verde poderá beneficiar, significativamente, da troca de experiências com outros Estados insulares africanos, como Seychelles e Maurícias, que apresentam avanços consideráveis em áreas como gestão de resíduos, educação ambiental, implementação de áreas protegidas e reservas da biosfera.
Para o Projecto Vitó, esta nova abordagem representa, não apenas, uma oportunidade de cooperação entre ilhas com realidades semelhantes, mas também um passo importante na consolidação de parcerias internacionais voltadas para a conservação e o desenvolvimento sustentável.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver