GOVERNO LANÇA PORTAL GOV.CV PARA SIMPLIFICAR ACESSO DOS CIDADÃOS AOS SERVIÇOS PÚBLICOS

O Governo lançou hoje o novo portal único de serviços digitais (GOV.CV), uma plataforma que visa centralizar o acesso de cidadãos e empresas à administração pública, prometendo maior eficiência, interoperabilidade e redução da burocracia.

Ao presidir à cerimónia de lançamento, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, explicou que o portal representa um “marco estruturante” na transformação digital do país, ao criar uma “porta única de entrada e saída” para os serviços do Estado.

O chefe do Governo sublinhou que a nova ferramenta vem resolver o problema da fragmentação digital, onde diversas plataformas sectoriais funcionavam sem comunicar entre si.

“Até agora, havia vários serviços informáticos que não comunicavam. Para concorrer a uma bolsa de estudos, por exemplo, pedia-se uma série de documentos a vários departamentos. Não é que não estivessem informatizados, é que não havia circulação de informação”, frisou.

Mas, segundo Ulisses Correia e Silva, o novo portal vai trazer “ganhos enormes” tendo em conta que, precisou, os sistemas vão falar entre si, com segurança, com eficiência, com possibilidade de as pessoas poderem acompanhar também o nível de decisão processual dos seus processos.

Ulisses Correia e Silva assegurou que o GOV.CV irá integrar progressivamente áreas como identificação civil, educação, saúde, registo de empresas, comércio externo, importação e exportação.

“Queremos reduzir significativamente a burocracia. E essa é a grande vantagem que esse sistema vai introduzir, principalmente porque não só torna mais rápida a resposta, como também, dá mais confiança aos cidadãos, e precisamos reforçar essa confiança”, afirmou.

O primeiro-ministro salientou ainda que o Governo pretende harmonizar os custos, ao permitir que o pagamento dos documentos solicitados, como registo criminal, NIF ou certidão de nascimento, seja feito apenas pelo serviço final.

Questionado sobre a exclusão digital, o primeiro-ministro reconheceu o desafio da acessibilidade e garantiu que o executivo irá trabalhar com associações e organizações da sociedade civil para apoiar os cidadãos que necessitem de intermediação no acesso aos serviços digitais.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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