GOVERNO SATISFEITO COM LIDERANÇA DE CV NO RANKING DA CPLP NO IPC

O Governo manifestou hoje satisfação com a posição de liderança do país no ranking CPLP do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado pela organização não-governamental Transparência Internacional, considerando que isto reforça a confiança no país.

Cabo Verde surge como o país da CPLP melhor classificado no índice, enquanto a Guiné Equatorial ocupa a última posição entre os Estados-membros da organização.

A ministra de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Janine Lélis, falava hoje, na cidade da Praia, durante uma conferência de imprensa.

Segundo a governante, esta classificação é “muito importante” por contribuir para a renovação da confiança no país, tanto ao nível interno como externo, nomeadamente no que respeita ao investimento estrangeiro e ao desenvolvimento económico.

“Temos estado a trabalhar para aumentar os níveis de transparência e de ‘accountability’, de forma a reforçar a confiança dos cabo-verdianos no funcionamento do Estado e do setor público em geral”, afirmou.

Janine Lélis considerou a posição alcançada como “boas notícias”, sublinhando um conjunto de reformas e medidas adoptadas que tem contribuído para este resultado, entre as quais destacou o portal da transparência, a aprovação de várias leis, a lei do Tribunal de Contas e o reforço da transparência nos processos de aquisições públicas e lançamentos de concursos.

“No nosso entender, estas medidas oferecem a transparência que os cabo-verdianos precisam e que o Governo quer assegurar, para aumentar o capital de confiança, essencial para a promoção de uma cidadania activa e esclarecida”, declarou, acrescentando que esse objectivo só é alcançado através do acesso à informação.

O Índice de Perceção da Corrupção (IPC) classifica este ano 182 países e territórios de acordo com os seus níveis percecionados de corrupção no setor público numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).

Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC.

Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45) São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35) Angola (32) – estando na ou acima da média de 32 em 100 na África Subsaariana -, Guiné-Bissau (21), Moçambique (21), Guiné Equatorial (15).

Este ano, a média global do IPC desceu pela primeira vez em mais de uma década, para apenas 42 em 100. O relatório da ONG revela que “a grande maioria dos países não está a conseguir manter a corrupção sob controlo”, sublinhando que “122 dos 182 países têm uma pontuação inferior a 50 no índice”.

Fonte: Inforpress // Redação tIver

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