GUINÉ- BISSAU: CEDEAO EXIGE UMA TRANSIÇÃO BREVE LIDERADA POR UM GOVERNO INCLUSIVO

O presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exigiu hoje uma transição rápida, liderada por um Governo inclusivo, à junta militar que governa a Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de novembro. O presidente da CEDEAO liderou durante o fim de semana uma missão de alto nível na Guiné-Bissau para dialogar com o alto comando militar que tomou o poder e instaurou um “Governo de transição” até ao méximo de um ano, liderado pelo general Horta N’ta, ex-chefe do Estado-Maior do Presidente deposto, Umaro Sissoco Embaló.

Julius Maada Bio, Presidente da Serra Leoa e líder em exercício da CEDEAO, afirmou, na sua conta na rede social, que as conversações foram construtivas e que reiterou o apelo para uma transição breve, liderada por um Governo inclusivo, que refletisse o espetro político e a sociedade da Guiné-Bissau.

O presidente da CEDEAO liderou durante o fim de semana uma missão de alto nível na Guiné-Bissau para dialogar com o alto comando militar que tomou o poder e instaurou um governo de transição com duração máxima de um ano, liderado pelo general Horta N’ta, ex-chefe do Estado-Maior do Presidente deposto, Umaro Sissoco Embaló.

Bio acrescentou que, durante o encontro, reiterou à junta militar o que foi decidido pela organização durante a 68.ª reunião em Abuja, capital da Nigéria.

Nesse comunicado, a organização informou que rejeitou o programa de transição anunciado pelos líderes militares após o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025 e exigiu a libertação imediata de todos os detidos políticos, bem como uma transição de curta duração, liderada por um Governo inclusivo que refletisse a diversidade política e social do país.

Além disso, advertiu que seriam aplicadas sanções seletivas a qualquer pessoa ou grupo que impedisse o retorno à ordem constitucional.

O principal ponto de divergência na reunião girou em torno da formação de um Governo inclusivo liderado por civis, com duração prevista de quatro meses, bem como da libertação do líder da oposição do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, informou o meio de comunicação local O Democrata.

A Guiné-Bissau é considerada uma das nações mais instáveis de África: desde a sua independência de Portugal, em 1974, já sofreu quatro golpes de Estado (1980, 1998/99, 2003 e 2012).

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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