GUINÉ-BISSAU: LIBERTADOS SEIS OPOSITORES DETIDOS DESDE O GOLPE DE ESTADO

Seis opositores políticos detidos desde o golpe de Estado ocorrido há um mês na Guiné-Bissau foram libertados. O anuncio foi feito em comunicado a junta militar que tomou o poder.

Em 26 de novembro, um dia antes do anúncio dos resultados provisórios das eleições presidenciais e legislativas na Guiné-Bissau, os militares depuseram o então Presidente Umaro Sissoco Embaló, no poder desde 2020, e suspenderam o processo eleitoral em curso.

O candidato da oposição Fernando Dias, que reclama a vitória, refugiou-se junto da embaixada da Nigéria, que lhe concedeu asilo.

Um proeminente líder da oposição, Domingos Simões Pereira, foi detido no dia do golpe, juntamente com outras figuras da oposição.

As seis pessoas libertadas ontem à noite são aliadas próximas de Pereira, líder do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), o partido histórico que conduziu o país à independência de Portugal em 1974.

Estas libertações constituem um “sinal de boa-fé e um compromisso para o regresso à normalidade constitucional e ao respeito pelo direito internacional”, sublinhou o alto comando militar, órgão de governo da junta, em comunicado.

Neste momento, Pereira continua detido juntamente com outras figuras da oposição, e Dias continua refugiado na embaixada nigeriana.

Uma delegação senegalesa liderada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, de visita a Bissau no domingo, reuniu-se com os membros da oposição detidos e solicitou a sua libertação.

Inicialmente detido pelos militares na altura do golpe, o presidente Embaló fugiu do país.

A junta nomeou o general Horta N’Tam, um aliado próximo de Embaló, como presidente de um governo de transição com a duração prevista de um ano.

Na semana passada, a CEDEAO ameaçou impor “sanções direcionadas” a qualquer pessoa que tente obstruir o regresso ao governo civil na Guiné-Bissau.

O país está suspenso da CEDEAO, da União Africana e da CPLP, organização em que detinha a presidência rotativa.

Fonte: Lusa

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