
Em 1992 fez-se uma grande reforma e uma em enorme vaga de descentralização, mas que não foi acompanhada de recursos à altura para que os municípios pudessem concretizar os seus planos, assegura o ex-autarca de Santa Catarina de Santiago, Francisco Tavares. Os munícipes, segundo aquele ex-edil vivem da efectiva impotência. Apesar de mais recursos e com apoio do governo em complemento mas que ainda há falhas. “ O Fundo do Ambiente deveria receber os 20% mas ainda nada” assegura Tavares.
Neste segundo dia do ciclo de conferências da Sétima Semana da República, esteve sobre a mesa a questão do poder local em Cabo verde, passado presente e o impacto social. O ex-autarca do concelho de São Filipe ilha do Fogo, Luís Pires afirma que nesta matéria de regionalização devemos dar passos seguros e há que estudar modelos. “Devemos traçar o modelo da regionalização política ou administrativa, onde os municípios fazem crescer o país” defende Luís Pires.
Luís Pires reprova o referendo para esta questão, alegando que o poder da decisão está no povo. Um assunto que merece bastante atenção para um país extremamente frágil como Cabo Verde e a prova disto é a seca que se estampou desestruturando por completo o arquipélago.
Texto: Gabriel Vaz

