Os líderes árabes aprovaram na terça-feira o plano do Egito para o pós-guerra na Faixa de Gaza, contrariando o plano de Trump de despovoar o território e transformá-lo num destino de praia.
O plano de 53 mil milhões de dólares, aprovado pelos líderes árabes numa cimeira no Cairo, iria permitir que os cerca de 2 milhões de palestinianos de Gaza permanecessem no seu território.
“Acolhemos de bom grado todas as propostas ou ideias da comunidade internacional para garantir o êxito deste plano, que tem de ser implementado lado a lado com um plano maior para a paz”, declarou o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, numa publicação nas suas redes sociais, após a reunião.
“Adotar um plano que vise uma solução abrangente e justa para a questão palestiniana, acabar com as causas profundas do conflito israelo-palestiniano, garantir a segurança e a estabilidade dos povos da região e estabelecer o Estado palestiniano”, acrescentou el-Sisi, manifestando o seu desejo de colaborar com Trump, outros países árabes e a comunidade internacional.
O plano do Egito, também designado por “Plano Árabe”, prevê a reconstrução de Gaza até 2030 sem retirar a sua população.
A primeira fase envolveria a limpeza de mais de 50 milhões de toneladas de detritos deixados pelas ofensivas militares e bombardeamentos de Israel, bem como o início da limpeza de bombas não detonadas.
O plano prevê a remodelação completa da faixa e a construção de habitações e zonas urbanas “sustentáveis, verdes e transitáveis” com energias renováveis nos anos seguintes. Renova as terras agrícolas e cria zonas industriais e grandes áreas de parque.
Também prevê a abertura de um aeroporto, um porto de pesca e um porto comercial. Os Acordos de Paz de Oslo, na década de 1990, previam a abertura de um aeroporto e de um porto comercial em Gaza, mas os projetos foram abandonados devido ao fracasso do processo de paz.
Fonte: Euronews