MINISTRO CONSIDERA PROGRAMA ALARGADO DE VACINAÇÃO UM DOS PILARES MAIS SÓLIDOS DO SISTEMA DE SAÚDE

O ministro da Saúde considerou hoje o Programa Alargado de Vacinação (PAV) como um dos pilares “mais sólidos” do sistema de saúde, alegando ser das poucas políticas públicas que produziram resultados claros, mensuráveis e duradouros.

Jorge Figueiredo fez esta afirmação na cerimónia oficial de lançamento de três novas vacinas introduzidas no calendário nacional de vacinação e que visa dar respostas a doenças como pneumonia, meningite, otite média, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B, haemophilus influenzae tipo B e gastroenterites graves.

“Trata-se de uma opção consciente pela equidade, pela universalidade e pela protecção dos mais vulneráveis, porque a saúde das crianças é uma prioridade nacional e não um bem-condicionado pela capacidade económica das famílias”, disse.

Sublinhou que com esta medida Cabo Verde reforça o seu compromisso com a protecção da infância e com a consolidação de um sistema nacional de saúde baseado na prevenção, na equidade e na justiça social.

Face a estas medidas, o ministro da Saúde afirmou que ao longo de décadas, o país através da vacinação permitiu controlar, eliminar ou reduzir drasticamente doenças que no passado causavam elevada mortalidade, sofrimento humano e instabilidade social.

“Graças à vacinação, Cabo Verde alcançou ganhos estruturais e indicadores fundamentais como a redução sustentada da mortalidade infantil, o controlo das doenças evitáveis e o reforço da confiança da população no sistema nacional de saúde”, realçou, sublinhando que, neste percurso de coerência e continuidade, o país fez hoje o lançamento da integração de três novas vacinas no calendário nacional de vacinação.

Este passo, que garante ter um significado institucional da política pública, fez com que a introdução no PAV de vacinas como Rotavírus, Pneumocócica e Hexavalente, que antes estavam disponíveis apenas no sector privado e com custos elevados, passam a ser garantidas gratuitamente pelo Estado de Cabo Verde para todas as crianças sem qualquer tipo de distinção.

Por sua vez, a representante da OMS no país, Ann Lindstrand, que esteve presente no acto, manifestou a sua satisfação em fazer parte da “ocasião histórica” da introdução oficial de três vacinas rotavírus, pneumocócica conjugado, e hexavalenta no programa de vacinação em Cabo Verde.

“Este marco reflecte um compromisso inabalável de Cabo Verde em proteger a saúde do seu povo e avançar com a cobertura universal da saúde de forma equitativa”, ressaltou, felicitando o Governo e todos os parceiros envolvidos neste processo de introdução de mais vacinas no PAV.

Ann Lindstrand, que disse que o país tem sido reconhecido como líder em imunização na África, alcançando consistentemente taxas de cobertura muito alta e a eliminação do sarampo em 2025, avançou que estas conquistas são fruto de décadas de fortes vontades políticas do sistema de saúde primário robusto e dedicação dos profissionais.

O Programa Alargado de Vacinação em Cabo Verde iniciou-se em 1977, com o objectivo de proteger a população, particularmente, as crianças menores de um ano.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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