MJ ANUNCIA NOVOS EQUIPAMENTOS LABORATORIAIS PARA REFORÇAR MEDICINA LEGAL

A ministra da Justiça anunciou hoje a aquisição de novos equipamentos laboratoriais para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) visando colmatar as carências técnicas e reforçar a capacidade de resposta na administração da justiça.

Em declarações à imprensa após uma visita às instalações do instituto, na Praia, Joana Rosa explicou que o objectivo foi inteirar-se do funcionamento da instituição criada em 2023 e que se encontra num processo de implementação faseada previsto para dez anos.

A governante destacou que, no curto prazo, a prioridade recai sobre a área da tanatologia forense (realização de autópsias), seguida pela instalação do laboratório de Biologia e outras valências necessárias para o pleno funcionamento da perícia forense no país.

“Estamos a trabalhar para a instalação dos vários laboratórios e equipamentos para os exames laboratoriais. Com a aquisição desses equipamentos, vamos contribuir para melhorar a missão do instituto”, afirmou a ministra, sublinhando que esta evolução será concretizada “para breve”.

A Medicina Legal, lembrou Joana Rosa, desempenha um papel “fundamental e insubstituível” na justiça, desde a realização de autópsias e exames corporais até à investigação de crimes de violação sexual e testes de paternidade.

“É uma missão muito definida, clara e que acaba por ser também fundamental na própria realização da justiça”, afirmou.

Durante a visita, foram também discutidos os preparativos para o Congresso Internacional de Medicina Legal, que Cabo Verde acolherá nos dias 10 e 11 de Março.

O evento ganha relevância pelo facto de a actual presidência do instituto cabo-verdiano liderar também a Rede de Serviços Médico-Legais e Forenses de Língua Portuguesa (RSMLFLP).

Apesar de reconhecer os constrangimentos actuais ao nível de recursos técnicos, a titular da pasta da Justiça reafirmou o compromisso do Governo com o reforço dos meios laboratoriais para garantir que a investigação criminal e a prova científica sejam mais céleres e eficazes.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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