Pelo menos quatro mortos, um ferido grave e cerca de 500 pessoas afetadas é o balanço da passagem do ciclone tropical intenso Gezani na província de Inhambane. Segundo o INGD, pelo menos 1.253 casas foram danificadas.
“Dos quatro óbitos, um deveu-se a descargas atmosféricas e três óbitos ocorreram por uma queda de um coqueiro por cima dessas três pessoas”, disse Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em Inhambane, durante a apresentação dos dados preliminares do impacto do ciclone.
Segundo a responsável, pelo menos 1.253 casas foram danificadas, especificando que foram afetadas 67 escolas, 200 salas de aulas, oito unidades de saúde e três postos policiais.
Também 28 postes de energia, seis edifícios públicos e dois sistemas de abastecimento de água sofreram danos.
O ciclone tropical intenso Gazeni atingiu a província de Inhambane na noite de sexta-feira (13.02), afetando os distritos de Vilanculos, Massinga, Maxixe, Morrumbene, Inhambane e Jangamo, segundo Luísa Meque.
“Ainda estamos a trabalhar para ter dados definitivos. As equipas ainda continuam no terreno. Temos um grande trabalho também na reposição da corrente elétrica para alguns distritos”, referiu a presidente do INGD.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) moçambicano anunciou na tarde de ontem que o ciclone tropical intenso Gezani já não constitui perigo para o país e as autoridades admitem que os deslocados podem começar a regressar a casa.
“Importa informar que o ciclone tropical passou e, felizmente, passou afastado da costa de Inhambane, não entrou para o continente e isto fez com que os impactos também fossem reduzidos”, disse Adérito Aramuge, diretor-geral do Inam, em declarações aos jornalistas em Inhambane.
Segundo o responsável do INAM, o ciclone passou pela costa e está a deslocar-se de novo em direção ao Oceano Índico, “pelo que estão criadas as condições normais para se fazer a monitorização do estado do tempo”.
Luísa Meque anunciou ainda que as populações nos centros de acomodação em Maxixe, uma das áreas afetadas pelo ciclone em Inhambane, podem regressar às respetivas casas.
“Do trabalho feito em Maxixe, visitamos alguns bairros e vimos de facto que as condições são favoráveis para que as famílias existentes neste centro possam regressar. Estamos aqui a transmitir, trazermos o conforto para as famílias, fomos ver que já está, pelo menos há condições para elas, depois do almoço, poderem regressar para as suas residências”, disse Meque.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, destacou este domingo (15.02) o “comportamento exemplar” das populações, seguindo as recomendações das autoridades, na gestão do ciclone tropical.
“A destacar na gestão deste desastre, sobretudo antes da sua ocorrência, o comportamento exemplar das nossas populações. Quero mais uma vez agradecer ao povo moçambicano que se retirou das zonas de risco e também reforçou as suas infraestruturas para não estarem vulneráveis aos ventos fortes deste ciclone”, disse Chapo em declarações à imprensa em Adis Abeba, onde participou na cimeira da União Africana (UA).
Isto permitiu minimizar os danos que este ciclone causaria, sublinhou o Presidente moçambicano.
Desde outubro, início da época chuvosa, Moçambique registou pelo menos 211 mortos, 299 feridos e 853.941 pessoas afetadas, segundo atualização do INGD.
Fonte: DW // Redação Tiver