MOÇAMBIQUE RECONHECE NECESSIDADE DE FORTALECER PREVENÇÃO AOS DESASTRES

O ministro da Justiça moçambicano reconheceu hoje a necessidade de fortalecer os mecanismos nacionais de prevenção, mitigação e resposta a desastres naturais, bem como promover políticas de adaptação e resiliência climáticas.

“O país enfrenta impactos cada vez mais severos das alterações climáticas. As chuvas intensas que caíram em janeiro e a recente tempestade tropical intensa Gezani afetaram as províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala, provocando perdas humanas, destruição de habitações e danos significativos em infraestruturas públicas, sociais e económicas”, disse hoje o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, em Genebra, Suíça.

Falando durante a abertura da 61.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, um órgão subsidiário da Assembleia Geral das Nações Unidas, o governante salientou que os eventos climáticos extremos têm consequências diretas para o gozo dos direitos humanos, em particular os direitos à vida, à habitação, à saúde e à educação, em Moçambique.

“Reconhecemos, assim, a necessidade de fortalecer os mecanismos nacionais de prevenção, mitigação e resposta a desastres naturais, bem como de promover políticas de adaptação e resiliência climáticas”, acrescentou.

O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 235, com registo de quase 870 mil pessoas afetadas, desde outubro, segundo atualização feita hoje pelo instituto de gestão de desastres.

De acordo com informação consultada pela Lusa na base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), atualizada às 12:05 locais (10:05 em Lisboa), foram afetadas 868.593 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 200.739 famílias, havendo também 12 desaparecidos e 331 feridos.

Este balanço contabiliza mais cinco mortos face à atualização de sábado.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos – afetando 724.131 pessoas – e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos e afetou 9.040 pessoas, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

Acrescenta-se que um total de 15.279 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.133 totalmente destruídas e 183.824 inundadas, na presente época chuvosa. Um total de 272 unidades de saúde, 82 locais de culto e 717 escolas foram afetadas em menos de cinco meses.

Os dados do INGD indicam ainda que 555.040 hectares de áreas agrícolas foram afetados neste período, 288.016 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.784 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 41 ainda estão ativos, com pelo menos 33.905 pessoas.

Fonte: Noticias ao Minuto  

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