O líder parlamentar do MpD, Celso Ribeiro, destacou esta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, a importância histórica do Dia da Liberdade e da Democracia, que assinala 35 anos da instauração do regime democrático em Cabo Verde. A declaração foi feita durante a sessão solene comemorativa realizada na Assembleia Nacional.
No seu discurso, Celso Ribeiro sublinhou que o 13 de janeiro representa uma escolha soberana do povo cabo-verdiano, permitindo pela primeira vez o exercício pleno, livre e consciente do direito de eleger os seus representantes, através de eleições democráticas e plurais.
Considerou que esse momento marcou uma das páginas mais luminosas e transformadoras da história contemporânea do país.
O líder parlamentar afirmou ainda que o percurso iniciado em 1991 colocou Cabo Verde na senda do desenvolvimento, da modernização e de profundas transformações estruturais, com impactos positivos na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, de forma transversal e intergeracional.
Defendeu que a Constituição passou a ser encarada como uma garantia de direitos e não como um obstáculo.
Celso Ribeiro realçou que Cabo Verde se consolidou como um caso exemplar de estabilidade democrática no continente africano, particularmente na África subsariana, num contexto regional muitas vezes marcado por instabilidade política e fragilidade institucional.
Advertiu, no entanto, que existem sinais preocupantes que exigem vigilância permanente na defesa dos valores democráticos.
Por fim, destacou os ganhos sociais alcançados ao longo das últimas décadas, como o acesso à água, energia elétrica, transporte escolar e outros serviços essenciais, bem como a abertura do país ao mundo, à economia de iniciativa privada, às novas tecnologias, à cultura e ao desporto.
Segundo o dirigente do MpD, ao votar livremente em 1991, os cabo-verdianos escolheram um modo de vida assente no pluralismo, no respeito pela diferença e na submissão do poder à vontade popular e ao primado da lei.
Redação Tiver