NELSON MOREIRA QUER “MAIOR ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL” COM O GOVERNO

O presidente da Câmara Municipal Ribeira Grande de Santiago, defendeu hoje uma “maior articulação entre o Governo e a autarquia”. Nelson Moreira, sublinhou que tal cooperação “é essencial para garantir um desenvolvimento mais sustentável” do concelho.

Estas declarações foram feitas à Inforpress, em antevisão a uma visita do primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva ao concelho, prevista para a tarde de hoje para acompanhar o andamento de importantes obras de infraestrutura e requalificação urbana na região.

Nelson Moreira congratula-se com a iniciativa do Governo em visitar as obras em curso, considerando ser fundamental para o desenvolvimento local e nacional.

“O município também estava a preparar uma agenda para a visita às obras estruturantes, mas aguardava o melhor momento para uma articulação com o Governo”, afirmou, salientando que os projectos em causa, uma vez implementados, pertencem a todos os ribeira-grandenses e santiaguenses.

Apesar de reconhecer a importância desta visita, o presidente manifestou o desejo de que, em futuras iniciativas, exista uma maior coordenação e cortesia institucional.

Questionado sobre se a visita do primeiro-ministro poderia representar uma oportunidade para reforçar o diálogo entre o poder central e local, Nelson Moreira respondeu que de momento o mais relevante são os próprios projectos por serem estruturantes.

No entanto, reiterou que há sempre margem para melhorar a articulação institucional.

Sobre formas de reforçar a cooperação entre o Governo central e a autarquia, Nelson Moreira apontou como exemplo o trabalho articulado entre a câmara municipal e o Instituto do Património Cultural (IPC), com a elaboração de projectos ligados ao impacto social, ambiental e à componente eléctrica.

Num contexto de crise, o autarca considerou que o apoio do Governo às autarquias pode ser melhorado, começando por práticas simples de cortesia institucional, como o envolvimento da autarquia nas visitas oficiais ao concelho.

“Não se trata de uma obrigação, mas de uma boa prática institucional que ajuda a evitar constrangimentos e a melhorar o diálogo”, defendeu.

Quanto às prioridades do concelho, o presidente da câmara apontou a melhoria da acessibilidade, a habitação social, o combate ao desemprego e a fixação dos jovens como principais desafios.

Destacou ainda a necessidade de um maior investimento na agricultura, nos sectores primários, na criação de gado e na mobilização de água para apoiar a actividade agrícola e outras actividades económicas de base local.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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