Pelo menos três milhões de pessoas no Níger, um país com cerca de 28 milhões de habitantes, precisam de assistência humanitária este ano. A informação consta num relatório das Nações Unidas.
Esta situação deve-se principalmente à insegurança, agravada por choques climáticos e epidemias recorrentes”, que se sobrepõem “a vulnerabilidades socioeconómicas já importantes e a uma pobreza crónica, amplificando assim o impacto da crise”.
A persistência dos ataques extremistas no país obriga as populações civis a fugir dos seus territórios, aumentando o número de nigerinos que precisam de assistência, acrescenta-se no documento “Necessidades Humanitárias e Plano de Resposta”, no qual se lembra que no ano passado o número atingiu 2,6 milhões de pessoas.
Entre junho e setembro de 2025, foram registados um total de 1.064 incidentes, que causaram 2.871 vítimas em quatro das oito regiões do país (Diffa, Tillabéri, Tahoua e Maradi), as mais afetadas pela crise de segurança.
No final de 2025, o país contava com 984.366 deslocados forçados, o que representa um aumento de aproximadamente 12% em relação a 2024, aponta-se no relatório.
Esses deslocamentos internos forçados provocam o encerramento de escolas e centros de saúde, bem como a perda dos meios de produção das populações afetadas.
Mais de 10% das escolas do país não estão em funcionamento, principalmente na região de Tillabéri, onde em 2025 cerca de 1.000 escolas fecharam devido à violência, deixando cerca de 80.000 crianças sem escola, quase metade delas meninas.
Fonte: Noticias ao Minuto